Giampaolo Magni/Efe
Giampaolo Magni/Efe

Ministro que acusou compra de jogo da Itália e Eslováquia pede desculpas

Umberto Bossi disse que fez piada quando comentou que os eslovacos cederiam a vitória aos italianos

ANSA

23 de junho de 2010 | 11h37

MILÃO - O ministro italiano das Reformas para o Federalismo, Umberto Bossi, pediu nesta quarta-feira, 23, desculpas à seleção de futebol do país, a quem acusou de comprar a partida que será disputada contra a Eslováquia nesta quinta-feira, na Copa do Mundo de 2010.

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O líder do partido Liga Norte, um dos mais conservadores do país, radicalmente contrário à imigração e favorável ao separatismo, disse que suas palavras eram uma "piada" e que deseja que os jogadores "vençam o Mundial".

 

Bossi havia dito nesta terça-feira que a partida contra a Eslováquia, que precisa ser vencida pela Itália para que a equipe chegue às oitavas de final da competição, foi comprada em troca de que no próximo campeonato haja "dois ou três atletas eslovacos jogando no time italiano".

 

"Era uma piada, feita enquanto estava com pessoas próximas, e olha que confusão que deu", lamentou o político, dizendo que suas palavras foram semelhantes às brincadeiras que fazem "todos aqueles que seguem o futebol quando estão entre amigos". "Agora estarei mais atento a fazer piadas. Melhor não fazê-las de verdade, se arriscar causar uma confusão quando não se é compreendido", completou ele.

 

As palavras de Bossi geraram repercussão negativa no país, onde políticos e autoridades esportivas rechaçaram o posicionamento. "Penso que seja uma frase para excluir, para esquecer. Nós não compramos ninguém, não manipulamos os jogos. Queremos vencer contra a Eslováquia fazendo mais gols", declarou o chanceler italiano, Franco Frattini. "Nós torcemos para a seleção italiana sempre", continuou ele, afirmando que este "é um grande time".

 

"Não entendo, não aceito essas palavras que são uma contribuição a uma imagem negativa da Itália", disse, por sua vez, o titular para as Políticas Europeias, Andrea Ronchi.

 

Ainda nesta terça-feira, a Federação Italiana de Futebol (Federcalcio) divulgou uma nota condenando duramente a fala do ministro italiano, classificando-a de "desconcertante e ofensiva" e afirmando que "o senador Bossi passou dos limites".

 

 

 

 

 

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