Douglas Gomes/Divulgação
Douglas Gomes/Divulgação

Ministro rebate críticas e promete 'harmonizar conflitos' no futebol

George Hilton se defende de ataques feitos por ex-atletas e garante que País vai se destacar na realização dos Jogos do Rio, em 2016

Estadão Conteúdo

30 de dezembro de 2014 | 16h00

O futuro ministro do Esporte, George Hilton (PRB-MG), que vai assumir o lugar de Aldo Rebelo (PCdoB) no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, emitiu nota oficial nesta terça-feira para rebater as críticas que tem recebido por parte de políticos e atletas. De acordo com ele, a sua indicação ao cargo "vem sendo usada na luta política de forma injusta e desleal".

As críticas à escolha de George Hilton estão principalmente ligadas ao fato de o deputado federal por Minas Gerais, que se apresenta como um "radialista, apresentador de televisão, teólogo e animador", nunca teve qualquer trabalho ligado ao esporte. Nos seus discursos na Câmara, nunca tratou do tema.

Na nota oficial divulgada nesta terça-feira, o futuro ministro não trata da sua ligação com o esporte, mas diz que o Brasil "há de repetir a eficiência (da Copa) na realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016". 

George Hilton se defende lembrando que se encaminha para quinto mandato parlamentar consecutivo (ele foi reeleito deputado federal): "Ao longo desses anos de vida pública, tenho honrado meus eleitores com uma atuação firme, porém marcada pelo diálogo aberto, pela moderação política e pela busca constante da convergência", apontou o político, líder do PRB na Câmara e presidente do diretório do partido em Minas.

A um ano e meio da Olimpíada, Hilton diz que se empenhará para "harmonizar os diversos conflitos que permeiam o esporte brasileiro, notadamente no futebol e no voleibol" e que tentará "massificar e desenvolver a prática desportiva em todas as demais modalidades".

O futuro ministro também rebateu a lembrança, por parte da imprensa, de um episódio de 2005. Na ocasião, ele foi flagrado no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com 11 caixas de papelão com dinheiros e cheque, que somavam cerca de R$ 600 mil. À época, foi expulso do PFL. 

"Levantaram contra mim questões há muito explicadas, com arquivamento formalizado até mesmo pelo Supremo Tribunal Federal. Com o único objetivo de desgastar minha imagem, mencionam sem os devidos esclarecimentos ações judiciais envolvendo questionamentos sobre o imposto predial e territorial urbano nos quais eu era fiador do contrato. Ou ainda noticiam como escândalo conflitos sobre o recolhimento de impostos que seguem o devido processo legal. Cobram até mesmo a declaração formal de uma empresa desativada", escreve o futuro ministro, citando outras reportagens publicadas pela imprensa brasileira nos últimos dias.

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