Ministro se diz contra volta de Evra diante do Brasil

O ministro de Esportes da França, Chantal Jouanno, disse que é inaceitável a convocação do lateral-esquerdo Patrice Evra para o amistoso contra o Brasil, no dia 9 de fevereiro, no Stade de France, em Saint-Denis.

AE, Agência Estado

29 de janeiro de 2011 | 11h08

Capitão da França na Copa do Mundo de 2010, Evra foi um dos líderes da greve que o elenco fez em pleno torneio por discordar do corte do atacante Anelka, que criticou publicamente o técnico Raymond Domenech.

Afligida por esses problemas de ordem interna, a França realizou uma campanha vexatória na África do Sul: foi eliminada na primeira fase, depois de empatar com o Uruguai e perder para México e África do Sul.

Evra foi suspenso por cinco partidas pela Federação Francesa de Futebol, mas já cumpriu a pena e está à disposição do técnico Laurent Blanc, que anunciará a convocação para o confronto com o Brasil no próximo dia 3.

"Não posso compreender a sugestão de os líderes da revolta na África do Sul serem reintegrados. Apesar de sua qualidade, é inaceitável trazê-los de volta", disse Jouanno, em entrevista publicada neste sábado pelo principal jornal esportivo francês, o "L''Equipe".

"Não tenho nada contra Evra, mas como jogador francês, e acima de tudo, capitão do time, ele não defendeu os valores do esporte. Seria um enorme erro esquecer o que aconteceu", continuou o ministro. "Tenho certeza de que outros jogadores talentosos que não sujaram a imagem da França estão esperando uma chance."

Além de Evra, Anelka foi suspenso por 18 jogos, o meia Ribéry, por três, e o volante Toulalan, por um. Nenhum deles foi convocado para a seleção após a Copa de 2010.

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