Ministro vê com bons olhos BR na Série B

O ministro dos esportes, Agnelo Queiroz (PC do B) garantiu nesta sexta-feira, em Campinas, que a participação da BR Distribuidora no Campeonato Brasileiro da Série B está longe de ser uma medida "paternalista", mas visa atender "aos interesses de todos os clubes que participam da divisão, de norte à sul do país". O ministro lembrou ainda que a parceria com a Varig e a estatal não envolve dinheiro. "Acho que é missão do governo achar soluções para os problemas do País. Esta negociação é inteligente, mesmo porque a empresa BR Distribuidora não vai desembolsar nada e ainda terá um enorme retorno de mídia, porque estará estampada nas camisas dos clubes e nos estádios dos mesmos", explicou.O acordo, alinhavado pelo Ministério dos Esportes, prevê a dedução de débitos da Varig com a empresa estatal. O total é de R$ 7 milhões, quantia válida para cobrir as despesas com transportes dos 24 clubes que disputarão a Série B a partir da próxima semana.Agnelo Queiroz ressaltou, porém, que a grande missão do seu ministério é desenvolver e incentivar as atividades esportivas com crianças. Com poucos recursos, ele espera criar alternativas firmando parcerias com as mais diversas entidades sociais, como Sesi e Sesc. Há um projeto também com as Forças Armadas para o uso de seus espaços físicos destinados às comunidades carentes. "Já abrimos a Escola da Marinha, na Avenida Brasil, no Rio, para as comunidades carentes. O resultado foi fantástico", comemora.Legislação - O ministro garantiu ainda estar empenhado na criação de uma nova legislação que permita incentivos às empresas privadas para a participação nos projetos sociais e esportivos. "Seria uma espécie de Lei Rouanet (da Cultura) do Esporte".O aprimoramento das leis, também abriria mais espaços para a aprovação de projetos na área esportiva, inclusive em nível competitivo. "A educação através do esporte é a solução para o País. O esporte competitivo é uma conseqüência deste trabalho", completou. Estes assuntos ele discutiu em almoço com políticos e especialistas do esporte, como Roberto Paes, diretor da Faculdade de Educação Física da Unicamp, umas das universidades mais conceituadas do país. "A idéia do governo é excelente. Temos profissionais competentes para realizar diversas ações, com a participação ativa da comunidade universitária", comentou.

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