Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Mirando Mundial e Olimpíada, seleção feminina defende hegemonia na Copa América

Brasil estreia na competição nesta quinta-feira, diante da Argentina, no Chile

Rafael Franco, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2018 | 07h00

A seleção brasileira feminina de futebol enfrenta a Argentina nesta quinta-feira, às 19 horas (de Brasília), em Coquimbo, no Chile, em sua estreia na Copa América de 2018. Hexacampeão, o Brasil defenderá a sua hegemonia na competição, que viverá a sua oitava edição e tem como principal atrativo para o time comandado por Oswaldo Alvarez, o Vadão, o fato de dar vagas no Mundial de 2019, na França, e na Olimpíada de 2020, em Tóquio.

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O campeão e o vice do torneio sul-americano garantirão lugar direto no grande evento em solo francês, enquanto o terceiro colocado disputará uma repescagem contra um representante da Concacaf em busca de um outro lugar. A seleção vencedora da Copa América também vai assegurar um posto nos Jogos Olímpicos e a vice-campeã jogará uma outra repescagem contra uma nação da África por uma segunda vaga na capital japonesa. Para completar, a disputa no Chile distribuirá quatro postos nos Jogos Pan-Americanos de 2019, em Lima.

O Brasil faturou o título sul-americano em 1991, 1995, 1998, 2003, 2010 e 2014 e só não ficou com a taça de campeão em 2006, quando foi surpreendido pela Argentina na decisão realizada na casa da adversária.

Vadão, por sua vez, encara nesta sua Copa América o seu primeiro grande desafio em sua volta à seleção brasileira, que ele reassumiu no final de setembro do ano passado após a demissão da técnica Emily Lima. Antes disso, ele esteve à frente da equipe nacional entre 2014 e 2016. No primeiro destes anos, comandou o Brasil na campanha do título sul-americano, no Equador. Em seguida, em 2015, faturou a medalha de ouro no futebol feminino no Pan de 2015, em Toronto, no Canadá.

Em 2016, porém, Vadão amargou o fato de que a seleção ficou fora do pódio olímpico nos Jogos do Rio, onde a equipe de Marta buscava um inédito ouro para o país no futebol feminino, o que a seleção masculina acabou conseguindo conquistar para encerrar o seu jejum. E o comandante enfatizou a importância de o Brasil assegurar estas vagas em jogo na Copa América e não se iludir com o favoritismo, que pode ser traiçoeiro se a equipe nacional não justificá-lo com bom futebol.

"Lógico que é uma grande satisfação voltar ao comando da seleção, mas, independentemente de qualquer coisa, é uma grande responsabilidade. A Copa América vale o Mundial, vale o Pan e vale a Olimpíada. A gente não pode nem pensar em ficar fora destas competições. Existe um favoritismo que a gente encara como normal, até pelos resultados que a gente conquistou em outras edições da Copa América, mas temos de esquecer isso. Uma coisa é ser favorito e outra é mostrar que é dentro de campo. Não podemos cair nesta armadilha do favoritismo", alertou Vadão, em entrevista ao Estado concedida na semana passada, dias antes de embarcar rumo ao Chile. Depois de encarar a Argentina nesta quinta-feira, o Brasil terá pela frente o Equador no sábado, a Venezuela no próximo dia 11 e depois fechará a sua campanha na primeira fase da Copa América contra a Bolívia, no dia 13. Estes confrontos serão válidos pelo Grupo B da competição, na qual os dois primeiros colocados de cada chave avançam a um quadrangular final que será realizado em sistema de pontos corridos, com duelos nos dias 16, 19 e 22, para definir o campeão.

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