Missa marca 10 anos da morte de torcedor

Dez anos atrás, o Palmeiras vencia por 3 a 1 o primeiro duelo com o Corinthians, na final do Brasileiro de 94. O clássico no Pacaembu foi também o último momento de emoção de Paulo Sérgio Elias. No caminho de volta para casa, uma bala perdida o matou, na caçamba de uma camionete, onde estava ao lado de seu amigo, o ex-tenista Jaime Oncins.O crime na avenida Henrique Schaumann, a poucos quilômetros do estádio, levou dias para ser esclarecido. O palmeirense Vanderlei Ricardo Lopes foi identificado como o autor do disparo. Fichado, processado, o caso arrastou-se até agosto de 2001, quando um júri popular o considerou culpado de assassinato e um juiz aplicou-lhe pena de 12 anos.Vanderlei não passou um dia preso. Seu advogado, José Carlos Dias, entrou com recurso e, por ser primário, o cliente ainda aguarda definição em liberdade. Como não há data para a apreciação, é provável que não cumpra a pena, mesma que ela seja ratificada.Para recordar a data, Norma Elias, mãe de Paulo Sérgio, reúne amigos amanhã, às 19 horas, na igreja Coração de Jesus, na avenida Morumbi. "Será uma ação de saudade e protesto contra a impunidade", lamenta Norma, que desde o início se empenhou em descobrir quem lhe havia tirado o filho, então com 31 anos. "Livre, esse rapaz vai comemorar o Natal com família, se tiver, e nós mais uma vez ficamos sofrendo pela perda de um amigo", se emociona. "A Justiça foi feita, mas as leis impedem que o assassino pague."

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