Missão: suportar a ansiedade santista

Quando escolheu Celso Roth para dirigir o Santos em 2002, o presidente Marcelo Teixeira levou em consideração pelo menos três qualidades no treinador. Queria alguém com liderança, competência e principalmente força para enfrentar a exigente torcida santista; forte e determinado o bastante para não se deixar dobrar pelas pressões que outros técnicos não suportaram na Vila Belmiro.De sua parte, o gaúcho Roth também tinha um débito com ele mesmo. Demitido pelo Palmeiras em outubro do ano passado, prometeu voltar a trabalhar num clube paulista já em 2002. Teve a chance de dirigir o Corinthians - também foi procurado duas vezes pelo Flamengo - mas acabou acertando com o Santos, mesmo sabendo que é um time limitado e que a diretoria passa por sérios problemas financeiros. "Gosto de desafios. E por isso mesmo acho que sou um predestinado."Roth e o Santos parecem viver momentos bem semelhantes. Se o clube precisa urgentemente de um título para acalmar a inquieta torcida, o treinador depende de uma grande conquista para entrar no time dos técnicos ?top? do Brasil. No Palmeiras, quase conseguiu. Chegou perto do bicampeonato da Libertadores no primeiro semestre, mas no segundo foi demitido porque a diretoria cedeu às pressões da torcida, apesar da ótima campanha no Brasileiro.Leia mais no JT

Agencia Estado,

22 de janeiro de 2002 | 09h18

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