Mogi Mirim vive crise política e tem presidente destituído após queda à Série C

Lanterna da Série B do Campeonato Brasileiro e já rebaixado para a Série C em 2016, o Mogi Mirim agora sofre com uma briga interna pelo comando diretivo do clube. Um grupo de pessoas, de origem portuguesa, assumiu o clube na virada do turno, após a debandada do pentacampeão Rivaldo. Na luta pela presidência, Luiz Henrique Oliveira, acabou sendo destituído, mas ele contesta a reunião do conselho deliberativo que, há uma semana, entregou o cargo ao vice-presidente Victor Simões. A briga está aberta.

Estadão Conteúdo

19 de novembro de 2015 | 19h32

Para Luiz Henrique, ele foi "vítima de uma armação" depois de ser contra um plano de dirigentes para colocar jogadores da base num clube português, o Eléctrico, da terceira divisão daquele país. O dirigente também desqualificou seus rivais políticos dizendo que "estão querendo dar um golpe", qualificando-os como "um grupo de portugueses, intitulados como empresários e pseudo dirigentes, que estava aliciando atletas da base do clube".

Com mandato temporário até 31 de dezembro, Luiz Henrique foi destituído por uma reunião extraordinária do conselho deliberativo, realizada há uma semana e registrada, na última quarta-feira, em cartório da cidade. Mas a validade desta reunião é contestada por Luiz Henrique.

Quem teria assinado o documento seriam apenas quatro pessoas próximas a Nélio Coelho, presidente do conselho deliberativo. "Até o papagaio assinou este papel de padaria", ironizou o dirigente. Mas ele foi destituído, junto com pessoas de confiança como Felipe Oliveira e Adilson Pinheiro.

Na semana passada, o racha na diretoria teve fatos inusitados. Segundo informações, a discordância dos dirigentes ganhou até intervenção policial e trocas de fechaduras das dependências do estádio. A briga promete outros agitados capítulos.

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