Mogi sonha com "final" na 19.ª rodada

Se no início do Campeonato Paulista os bons resultados do Mogi Mirim podiam ser considerados "fogo de palha", perto da metade da competição o time já é uma realidade e aparece, como há muito tempo não se via, como um dos favoritos ao título.Em oito partidas disputadas até o momento no Paulistão, o Mogi Mirim venceu sete, sendo as cinco últimas de forma consecutiva. A sua última vítima foi o Guarani, domingo à tarde, em Mogi, por 1 a 0. Além disso, o surpreendente vice-líder já enfrentou três dos quatro grandes clubes do Estado. Venceu Palmeiras e Corinthians, perdendo para o Santos e, mesmo assim, é de forma isolada, o segundo colocado, com 21 pontos. O único time à sua frente é o São Paulo, justamente o grande que ainda falta encarar. A partida só será disputada na última rodada e, se as coisas seguirem como estão, será uma final que o sistema de pontos corridos não proporciona. O local já está definido na tabela: será no Estádio Wilson Fernandes de Barros, no interior.O técnico José Carlos Serrão, com 54 anos, meia nos tempos em que jogava, teve uma passagem pelo próprio São Paulo na década de 70 e gosta muito da idéia de disputar o título com o São Paulo. "Seria uma honra disputar um título contra o São Paulo, principalmente se nós vencermos esta disputa. O São Paulo é um clube estruturado e se o Mogi está no mesmo patamar é porque está muito bem", frisou o treinador, que, na final da Copa Libertadores de 1974 ficou marcado por perder o pênalti que deu o título ao Independente, da Argentina.O sucesso do time, no entanto, não tem segredo. A estratégia adotada pela diretoria foi a mesma dos anos anteriores, quando as campanhas não passaram nem perto da deste ano. O elenco foi formado basicamente por jogadores renegados, desconhecidos ou oriundos do futebol do Nordeste. A folha salarial é, ao lado da do União Barbarense, a mais baixa dentre os 20 times participantes. Gira em torno de R$ 100 mil, mas o pagamento é feito religiosamente em dia.A única vantagem em relação aos concorrentes foi ter sido o primeiro clube a trabalhar com o elenco fechado, desde novembro. Após o rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro, a diretoria traçou planos com o técnico José Carlos Serrão para dar a volta por cima em 2005. O clube conta hoje com três homens fortes: o presidente Wilson Fernandes de Barros, grande idealizador do "Projeto Mogi" que é sucesso desde o início dos anos 90, além do seu filho, Marquinhos Barros, que divide com o experiente Henrique Storti o comando do futebol do time.Pela nona rodada do Paulista, o Mogi Mirim enfrenta o União São João no Estádio Hermínio Ometto, em Araras (SP) e, se vencer, mais uma vez briga para assumir a liderança e conquistar a oitava vitória. Já o São Paulo, principal rival, enfrenta a Portuguesa Santista na Capital.

Agencia Estado,

21 de fevereiro de 2005 | 19h25

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