Mogi vende Neto para a Coréia do Sul

O desmanche na equipe do Mogi Mirim começou antes do previsto. A diretoria do clube anunciou nesta quarta-feira a venda do atacante Neto, que marcou quatro gols em quatro rodadas do Campeonato Paulista (dois contra o Corinthians no Pacaembu), para o Ulsan Hyundai, da Coréia do Sul, onde jogava o brasileiro Dodô, agora no futebol japonês. O negócio foi fechado por US$ 550 mil.Ele assinou contrato com duração de três anos e vai receber na primeira temporada U$ 15 mil por mês, cerca de R$ 45 mil. No Mogi Mirim ele estava ganhando R$ 1,5 mil por mês. Ele também recebeu um apartamento em Salvador, na Bahia, como parte das luvas que irá receber e ainda tem direito a 15% do valor pago pelos coreanos pelo seu passe.Os valores da negociação geraram polêmica entre o jogador e o presidente Wilson Fernandes de Barros. O dirigente afirmou que o atleta foi infeliz em suas declarações para a imprensa local e que ele não participou das negociações com os asiáticos. "Não tinha como segurar o atacante. Ou aceitávamos o que nos foi oferecido ou perdíamos tudo", disse Barros.Segundo ele, a venda ainda não está concluída, pois é necessário que o atleta passe nos exames médicos no novo clube. Mostrando-se irritado com as declarações de Neto à imprensa, Barros também informou que o atacante recebia R$ 2,5 mil de salários e não R$ 1,5 mil como o próprio jogador informou. "Acontece que o Mogi Mirim é clube que cumpre todas as leis vigentes e não sonegamos nenhum tipo de imposto. Talvez ele não tenha entendido seu salário".

Agencia Estado,

02 de fevereiro de 2005 | 15h13

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