Lai Seng Sin/AP - 15/3/2011
Lai Seng Sin/AP - 15/3/2011

Mohamed bin Hammam critica Joseph Blatter por doação da Fifa à Interpol

Catariano responsabilizou adversário político por escândalos que 'mancharam' reputação da entidade

AE-AP, Agência Estado

12 de maio de 2011 | 10h58

DUBAI - Adversário de Joseph Blatter na próxima eleição da Fifa, Mohamed bin Hammam esquentou ainda mais, nesta quinta-feira, o clima de guerra anunciado contra o dirigente que comanda a entidade que rege o futebol mundial. O presidente da Confederação Asiática de Futebol, que tentará derrotar Blatter no pleito marcado para 1.º de junho, responsabilizou o seu adversário político pelos escândalos que "mancharam de forma incomparável" a reputação da Fifa nos últimos tempos.

Entre as críticas feitas por Hammam nesta quinta por meio de seu blog, o catariano criticou a doação de 20 milhões de euros (cerca de 46 milhões de reais) à Interpol anunciada nesta semana pela Fifa, que conta com a ajuda do famoso organismo policial para combater, entre outras coisas, as manipulações de resultados no futebol que visam beneficiar apostas ilegais. Os indícios da existência de jogos manipulados nos últimos anos colocaram em xeque a credibilidade do futebol e da própria Fifa, que agora promete implementar medidas duras para combater esse tipo de prática criminosa.

Hammam acusou Blatter de agir de "forma arbitrária" ao tomar a decisão de fazer a doação sem discutir, segundo ele, a questão com o comitê executivo da Fifa. "Esse é apenas mais um exemplo das escolhas do atual regime (de Blatter) de optar por dirigir o futebol como lhe convém, ao invés de fazê-lo de uma maneira que seja consistente com os procedimentos adequados", afirmou.

O dirigente ainda falou que a reputação da Fifa e do próprio futebol mundial foi "jogada na lama" após as acusações de corrupção contra membros da entidade, feitas na última terça-feira por David Triesman, ex-presidente da Associação de Futebol da Inglaterra (The FA, na sigla em inglês), durante audiência no Parlamento britânico. Na ocasião, ele afirmou que membros do comitê executivo da Fifa teriam recebido ou pedido subornos para eleger Rússia e Catar como sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, respectivamente.

"Mais uma vez ficou claro que algo precisa ser feito com urgência para melhorar a imagem da Fifa. O nome de nosso grande esporte e de sua instituição de liderança foram jogados na lama mais uma vez", disse Hammam.

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