Cesar Greco/ Ag. Palmeiras/ Divulgação
Cesar Greco/ Ag. Palmeiras/ Divulgação

Moisés revive drama das lesões de quem veste a camisa 10 do Palmeiras

Meia do Palmeiras passa por cirurgia nesta quarta-feira e volta em no mínimo seis meses

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

22 Fevereiro 2017 | 07h00

O clássico entre Corinthians e Palmeiras, nesta quarta-feira, pelo Campeonato Paulista, não terá novamente alguém com a camisa 10 do Alviverde. A grave lesão do meia Moisés, sofrida no último domingo, deixará o jogador fora do time por pelo menos seis meses, ausência que reforça o azar vivido nas temporadas recentes por antigos donos do mesmo número.

Nesta quarta, o atual dono da camisa 10 será submetido a uma cirurgia em São Paulo para se recuperar do rompimento de dois ligamentos no joelho esquerdo. A lesão foi sofrida no jogo contra o Linense, em Araraquara, pelo Campeonato Paulista, Moisés, contratado no ano passado, recebeu o número dez apenas neste ano, porém fez só duas partidas e deve voltar a atuar apenas no segundo semestre.

O problema entre lesões e camisas 10 do clube atingiu dois antecessores de Moisés. Cleiton Xavier, por exemplo, chegou a ficar oito meses sem atuar entre agosto de 2016 e abril de 2016, enquanto se recuperava de uma série de problemas musculares. Negociado com o Bahia no começo deste ano, o meia conseguiu ter boa presença na última temporada, com 34 partidas.

O chileno Valdivia teve a segunda passagem pelo Palmeiras entre 2010 e 2015. O período foi marcado por polêmicas e seguidas lesões. O antigo camisa 10 chegou a cumprir um cronograma específico de treinos e de trabalhos de reforço muscular para evitar os afastamentos e também se desentendeu com o departamento médico do clube por não confiar no trabalho dos profissionais. 

Em 2014, depois da disputa da Copa do Mundo, o jogador contratou o fisioterapeuta da seleção chilena, o cubano José Amador, para lhe auxiliar nos trabalhos no Palmeiras. Os serviços dele foram bancados pelo próprio Valdivia. Especialista em recuperação física, Amador teve a autorização do clube para utilizar a estrutura e acompanhar as atividades do chileno.

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