Molina pede paciência para 'grandes atuações' no Santos

Colombiano diz que nem sempre mostrará um bom futebol, mas que terá 'dedicação e aplicação'

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

28 de fevereiro de 2008 | 13h40

Nem bem provou ao técnico Leão que não é apenas um jogador de fim de estoque do futebol sul-americano, o colombiano Maurício Molina está diante de um outro desafio. Repetir contra o Sertãozinho a atuação perfeita que teve no domingo, frente ao Ituano. Só assim vai conseguir convencer os mais incrédulos de que o que aconteceu na Vila Belmiro, domingo à noite, não foi um fato isolado na carreira de um jogador quase desconhecido dos brasileiros, apesar de estar com quase 28 anos de idade. Veja também: Santos madruga em treino por causa de viagem "Sei que, depois de domingo, todos esperam que eu jogue no sábado como contra o Ituano, ou melhor. A responsabilidade é grande e o que garanto que vai haver garra, coração e vontade de fazer o melhor", prometeu o novo camisa 10. A partida de amanhã será apenas a quinta do colombiano com a camisa do Santos, por isso ele acha que é cedo para ser rotulado como ídolo. "O reconhecimento da torcida foi muito importante [teve o nome gritado em vários momentos e saiu de campo aplaudido] e fico agradecido, mas tenho consciência de que ainda não sou ídolo. Tive apenas um bom jogo e é preciso fazer muito mais para atingir essa condição. O que me deixou mais satisfeito foi que eu precisava de uma boa atuação para jogar sem pressão. Agora, quero ter uma seqüência." Molina dá razão a Leão ao desconfiou de suas qualidades, ao ser comunicado de sua contratação, num pacote com o equatoriano Michael Jackson Quiñones, o argentino Mariano Tripodi e o chileno Sebastián Pinto. E até acha que tem uma parcela de culpa pelo que aconteceu, porque depois de ter sido um dos destaques da Libertadores de 2003, atuando pelo Independiente de Medellín, pensou mais no dinheiro do que no futebol. "Fiz algumas escolhas erradas, indo jogar nos Emirados Árabes Unidos e em clubes médios do México, onde jamais fui titular num jogo inteiro. Por isso fiquei tanto tempo sumido", justifica. Ele conta que no Estrela Vermelha, da Croácia, no ano passado, passou por uma situação semelhante a que viveu em sua chegada ao Santos. "Lá também o técnico não me conhecia e por isso não era titular, até o dia em que tive uma oportunidade no maior clássico do país, contra o Partizan. Joguei bem e não sai mais do time." No Santos, o início foi mais fácil. "Em primeiro lugar pela sinceridade do técnico que me disse de frente o que pensava. Também falou que, como eu sou um contratado do clube, teria tratamento igual aos demais jogadores e que eu só dependia de mim para ser titular", conta o colombiano. "O que também me ajudou foi a primeira oportunidade, no jogo contra o Cúcuta. Acho que fui bem, sem ser brilhante, e como o empate fora de casa é bom resultado na Libertadores, recebi novas oportunidades." Fora de campo, Molina também já sente à vontade. "Tive uma adaptação rápida porque o grupo me recebeu bem. A cultura brasileira é semelhante à colombiana e os dois povos são alegres e abertos. Tanto que na minha chegada nem me senti um gringo, como vocês costumam dizer", concluiu. KLÉBERO lateral-esquerdo Kléber está se recuperando bem da cirurgia de abdome a que se submeteu na quarta-feira da semana passada. Na manhã desta quinta, o jogador iniciou um trabalho físico em aparelhos para não perder totalmente a forma durante o período de recuperação, de aproximadamente um mês. Ainda no treino desta quinta-feira, Carleto (pancada na perna) e Wesley (pancada no tornozelo) ficaram de fora, mas não são problemas para o jogo. Atualizo às 16h30 para acréscimo de informação

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