Molina: 'Vou jogar com o coração contra o Cúcuta'

Sob olhares do técnico da seleção colombiana, jogador quer classificar o Santos na Copa Libertadores

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

14 de abril de 2008 | 19h44

Maurício Molina promete pôr o coração em campo na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, contra o Cúcuta Deportivo, da Colômbia. Ajudar o Santos na classificação às oitavas-de-final da Copa Libertadores não é a sua única motivação. Nesta segunda à tarde, o meia recebeu a informação de jornalistas colombianos de que está sendo acompanhado pelo técnico José Pinto, que pretende convocá-lo para o jogo da Colômbia contra o Peru pelas Eliminatórias da Copa 2010. E Molina pretende mostrar na partida desta quarta que os quatro gols e a grande atuação diante do San José não foram um fato isolado e que atravessa uma nova fase na sua carreira. Porém, prefere não fazer promessas. Veja também: Guarani espera proposta do Santos pelo artilheiro Henrique "Gostaria de marcar quatro gols em todas as partidas, mas isso nem Ronaldo [Fenômeno] consegue. Um jogo é muito diferente do outro", disse o colombiano, referindo-se ao seu fraco rendimento na derrota por 3 a 2 diante do Chivas, em Guadalajara, México, na semana passada. Para Molina, o principal responsável pela reação do Cúcuta, após a estréia sem gols contra o Santos, em casa, é o técnico Pedro Sarmiento. "Trabalhei com ele no Independiente de Medellin [Colômbia], em 2004, e sei como é o estilo dele. É um técnico que realiza um trabalho tático defensivo muito forte, com duas linhas de quatro, um meia e um centroavante", revelou. Quando jogava pelo Independiente, de Medellín, Molina enfrentou o Cúcuta, que estava na segunda divisão, apenas duas vezes. Ganhou em casa e perdeu fora. Ele sabe que o Cúcuta atual é muito diferente e embora acompanhe pouco o futebol colombiano, tem a receita para superar a melhor defesa da Libertadores, nesta quarta à noite. "Temos que entrar em campo com a cabeça fria, porque a pressão para que façamos logo o primeiro gol vai ser forte. É preciso furar logo o bloqueio deles, não permitindo que adquiram confiança. Nesse tipo de jogo, o coração é mais importante do que a técnica." No coletivo desta segunda, Leão voltou a surpreender, escalando o equatoriano Michael Jackson Quiñonez na lateral-direita, além de confirmar o retorno de Rodrigo Tabata, no meio-de-campo, com a saída de Fabão. Denis treinou em outro campo, com o grupo de jogadores que não está sendo utilizado. Adriano, que recupera de contusão no joelho esquerdo, apenas correu em volta dos campos, enquanto Anderson Salles foi o lateral-direito do time reserva. KLEBER PEREIRANão foi possível a diretoria presentear a torcida com a renovação do contrato de Kleber Pereira, ontem, na comemoração do 96.º aniversário do clube. É que o irmão e procurador do jogador, Daniel Pereira, gripado, adiou outra vez a viagem a Santos. O centroavante admitiu ter assinado um contrato de gaveta com o Santos no ano passado, mas avisa que só continuará na Vila Belmiro com um contrato de dois anos e meio e reajuste salarial. Kleber Pereira confirmou que tem se encontrado com Antônio Carlos Zago, gerente de futebol do Corinthians. "Almoço sempre com ele, mas quase não falamos sobre futebol", despistou. O presidente Marcelo Teixeira insiste que Kleber Pereira tem contrato até o fim do ano passado. "Se Kleber não se lembra do que assinou, seu irmão [Daniel] deve se lembrar."

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