Montenegro deve deixar direção do Botafogo no fim do ano

Após a dramática eliminação da Sul-Americana, vice-presidente de futebol sairá voluntariamente do clube

10 de outubro de 2007 | 18h51

Uma das conseqüências da crise atravessada pelo Botafogo depois da catastrófica eliminação diante do River Plate na Copa Sul-Americana será o afastamento voluntário do vice-presidente de futebol, Carlos Augusto Montenegro. O dirigente esbravejou contra os jogadores depois da vexatória eliminação na Argentina, quando o time vencia por 2 a 1 e levou três gols nos minutos finais. Muitos atletas até hoje não digeriram as ofensas de Montenegro, que deve deixar o posto no dia 2 de dezembro. Manoel Renha, ex-diretor de futebol e que atua no momento apenas como colaborador, é cotado para retomar o cargo no ano que vem. Para manter-se distante da pressão dos torcedores e das brigas com a cartolagem, o time passa a semana treinando em Itu, no interior paulista, com o "novo velho" técnico Cuca, que havia pedido demissão após a derrota para o River e reassumiu o comando no último domingo, depois de três jogos - e três derrotas - com Mário Sérgio no cargo. O Botafogo terá a oportunidade de fazer as pazes com os torcedores no clássico de domingo, contra o Vasco, e Cuca terá problemas para armar a defesa, pois o capitão Juninho está suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo contra o Santos. Uma opção é recuar o lateral Luciano Almeida para formar o trio de zaga com Alex e Renato Silva. Cuca também estuda usar Joílson como ala, no lugar de Alessandro, abrindo uma vaga no meio para Adriano Felício. O goleiro Roger, contratado para acabar de vez com os problemas no gol botafoguense, tem séria contusão nos tendões do ombro esquerdo e deve passar por uma cirurgia que o tiraria dos gramados por longo tempo. Os médicos do clube tentam evitar o procedimento com fisioterapia.

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