Ricardo Saibun/Divulgação
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Montillo rebate Cruzeiro, mas promete não festejar gol

Meia não gostou de ser informado sobre uma possíveis manifestações hostis da torcida do clube mineiro

SANCHES FILHO, Agência Estado

08 de agosto de 2013 | 20h52

SANTOS - O meia Montillo não escondeu a irritação nesta quinta-feira ao ser informado sobre uma possíveis manifestações hostis da torcida do Cruzeiro na próxima partida do Santos, no Mineirão. O duelo entre o time santista e os mineiros será disputado no domingo.

Torcedores do Cruzeiro declararam que devem jogar moedas em campo, na direção de Montillo, para chamá-lo de "mercenário", em uma crítica a sua transferência para o Santos. Para o argentino, os comentários negativos não se justificam. Ele diz que a torcida foi mal informada sobre sua saída.

"Fico bravo porque falaram muitas coisas quando cheguei aqui [no Santos]. Tinham falado que tinha feito exame médico no Santos em dezembro, que minha esposa já tinha visto escola para os meus filhos. Mas não [foi isso que aconteceu]. Estava de férias com minha filha", explicou.

"Minha saída foi em um momento justo. O Cruzeiro estava em um momento econômico ruim e não conseguia trazer jogadores de peso. E o clube, quando precisou de mim, quando lutava pelo rebaixamento, joguei com meu filho internado. Não sabia o que ia acontecer com ele, não chorei para ninguém, mas joguei. Minha esposa precisava de mim 24 horas, com o meu filho na UTI e fui lá e joguei para o Cruzeiro", desabafou.

Apesar da mágoa com alguns torcedores, Montillo diz que mantém muitos amigos no clube. "Volto a repetir, gosto muito do pessoal do Cruzeiro, respeito a torcida, mas quando falam de mim e da minha família, fico sim, bravo. Gosto dos companheiros que deixei lá. Não sei por que a recepção tem que ser ruim. Sempre que joguei pelo clube, deixei tudo que pôde, inclusive, minha família".

Montillo disse ainda que não vai comemorar caso marque um gol no domingo. "Se eu fizer gol, não vou comemorar, pois respeito o time que passei. Assim como se jogar contra o Santos, não o farei. Tenho respeito por onde passei. Mas, se fizer um gol, vou ficar feliz, mas não comemorarei por uma questão de respeito", ressaltou.

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