Montillo vai jogar livre da obrigação de marcar

Meia vai se aproximar de Neymar e jogará como Muricy na década de 1970

Sanches Filho , O Estado de S. Paulo

16 de fevereiro de 2013 | 14h57

SANTOS - Montillo vai jogar solto do meio para frente, mais perto de Neymar e sem a obrigação de marcar a saída do volante adversário. Era assim que Muricy Ramalho jogava no São Paulo na década de 70. E é assim que o treinador santista quer ver o jogador argentino em ação, já na partida deste domingo, contra a Ponte Preta, em Campinas.

"Montillo não é armador. Ele é meia-atacante. É o que no meu tempo se chamava de ponta de lança, posição em que eu jogava, voltando para compor o meio, mas quando o time retoma a bola vai agredir o adversário." Com o novo posicionamento, Montillo vai ter a primeira oportunidade para mostrar o seu verdadeiro futebol. Até agora, ele vinha atuando mais atrás e por isso ainda deve uma atuação que justifique os mais de R$ 16 milhões que o clube investiu na sua transferência, na mais cara contratação da história do clube.

Para escalar Montillo onde ele rende mais foi preciso uma conjunção de acontecimentos. O principal foi a recuperação de Marcos Assunção. Como Muricy não quer abrir mão de nenhum dos seus talentos, foi preciso sacrificar um jogador de frente.

Renê Júnior é indispensável pelo poder de marcação, Arouca tem lugar garantido pela qualidade no desarme e na condução da bola, Marcos Assunção acrescenta pela experiência e a bola parada e Cícero tem espaço por ser jogador de múltiplas funções. A interminável má fase de André, que não faz gol desde outubro do ano passado, e a contusão de Miralles (sofreu edema na parte posterior da coxa esquerda na derrota contra o Paulista) facilitaram para que Muricy fizesse a mudança sem traumas.

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