Moracy garante o fôlego da seleção

O preparador físico da seleção brasileira, Moracy Sant´anna, garante que o time vai ter fôlego suficiente para chegar ao final da partida com o Paraguai sem transtornos. Atribui isso ao fato de os atletas estarem em ritmo acelerado, por causa da reta final dos campeonatos europeus. "Vão jogar com 80, 90% da capacidade física, o que é ótimo. O ideal, ou seja, 100%, é muito difícil de ser alcançado." Ele não acredita que o forte calor em Assunção, a longa viagem da maior parte dos jogadores e a ausência de uma preparação adequada possam prejudicar a equipe. Ele analisou a situação dos atacantes da seleção, elogiando a forma de cada um deles. "Kaká e Ronaldinho Gaúcho estão muito bem. O Ronaldo voltou de uma lesão muscular e já está totalmente recuperado." Sant´anna sabe que o tempo escasso de treinos antes da partida criou um vácuo entre os profissionais da comissão técnica e os jogadores da seleção. E era visível hoje a frustração por não ter participado diretamente da preparação do time. Ele achou conveniente que alguns atletas tivessem feito exercícios na piscina do hotel, na segunda-feira, como Dida, Roque Júnior e Luís Fabiano, e que outros, entre os quais Cafu e Juan, fossem a uma academia de Assunção para fortalecer a musculatura. Normalmente, estaria ao lado deles para orientá-los na dosagem das atividades. No entanto, preferiu ficar no hotel. "Quis deixá-los à vontade." Em situações corriqueiras, que antecedem a um jogo das eliminatórias, Sant´anna dispõe de pelo menos um dia e meio para cuidar do trabalho físico. Vai ser assim nas próximas duas partidas, contra Argentina e Chile. Em seguida, no confronto com a Bolívia, o problema vai se repetir porque os atletas só se apresentarão com 48 horas de antecedência. Na Copa América em julho ele, enfim, poderá desenvolver um trabalho mais detalhado com o grupo convocado. A seleção, na oportunidade, deve ter 20 dias de treinamentos antes da estréia. Os jogadores poderão ser submetidos a vários testes físicos e exames laboratoriais numa avaliação quase completa do estado de cada um. Sant´anna tem observado diferenças no método de trabalho dos preparadores físicos de clubes europeus. De maneira geral, ele considera que existe uma condição uniforme nos atletas da seleção. E não gosta de entrar no mérito dos critérios defendidos pelos colegas de profissão. "O importante é que o jogador chegue à seleção pronto para os desafios. Posso garantir que não está havendo choque de trabalho."

Agencia Estado,

30 de março de 2004 | 18h52

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