Morales acusa Fifa de 'discriminar' Bolívia por veto à altitude

O presidente da Bolívia, Evo Morales, lamentou neste domingo que a Fifa "discrimine" seu país ao querer proibir jogos de futebol na altitude. Morales respondeu às declarações feitas na véspera por Michael D'Hooghe, chefe da comissão médica da Fifa, que disse que o organismo considera repensar a proibição de disputar partidas internacionais em cidades com altitude muito acima do nível do mar.

EFE

18 de outubro de 2009 | 21h06

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"Soube que um médico da Fifa ainda questiona o futebol na altitude. Quero dizer que o esporte é integração, e não discriminação. Espero que os médicos da Fifa e as autoridades saibam disso", ressaltou Morales em um ato na cidade de La Paz.

"O futebol não discrimina partidos políticos, classes sociais e povos. A proibição existe para discriminar", comentou Morales, reiterando que os médicos da Fifa "estão errados".

O presidente boliviano, fã declarado de futebol, vem defendendo a prática na altitude desde o início de seu mandato. Ele chegou a afirmar que há mais dificuldades em cidades "de planície porque a desidratação é maior", e que ninguém nunca morreu nestas condições.

Em 2008, a Fifa anunciou a proibição de jogos oficiais em locais acima dos 2.750 metros de altitude, mas suspendeu temporariamente a punição para La Paz, situada 3.600m acima do nível do mar. O veto da Fifa afetaria alguns dos principais estádios na Bolívia.

Para defender o futebol na altitude, Morales chegou a disputar uma partida em La Paz em março, que contou com a participação do ex-jogador Diego Armando Maradona.

Ironicamente, Maradona era o técnico da Argentina que perdeu de 6 a 1 para a Bolívia em La Paz, pelas Eliminatórias à Copa de 2010. Foi este resultado que trouxe novamente à tona os problemas de se jogar na altitude.

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