Morales descarta construção de novo estádio para atender Fifa

Presidente da Bolívia ainda tenta reverter veto da entidade para jogos acima dos 2.500 metros

Efe

19 de janeiro de 2008 | 17h58

O presidente da Bolívia, Evo Morales, descartou neste sábado construir um estádio de futebol a menos de 3.000 metros de altitude na capital, La Paz, para atender ao veto da Fifa à prática do futebol em cidades muito acima do nível do mar."Pensar em construir outro estádio seria desconhecer a universalidade do futebol", afirmou Morales em entrevista publicada na edição de hoje do jornal La Prensa. Ele disse não ter recebido nenhum documento da Fifa sugerindo a alternativa de construir este novo estádio. Uma resolução da Fifa de maio do ano passado estabelece a proibição da realização de jogos de futebol em estádios localizados a mais de 3.000 metros de altitude, a não ser que haja um período de aclimatação de pelo menos duas semanas.Inicialmente o organismo proibiu jogos internacionais a mais de 3.000 metros acima do nível do mar, mas rebaixou o limite para 2.500 em razão das reclamações de diversos países sul-americanos.A Fifa também autorizou a Bolívia a jogar, pela última vez, as atuais Eliminatórias Sul-americanas no estádio Hernando Siles de La Paz, que está a 3.577 metros de altitude. No entanto, a Fifa pediu ao Governo boliviano que construa outro estádio em La Paz, localizado numa altitude menor, para competições futuras.O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o da Venezuela, Hugo Chávez, já manifestaram seu apoio a favor de Morales.Outro que está ao lado do presidente boliviano é Gerardo González, presidente da Federação Internacional de Jogadores Profissionais (FIFPro). Ambos se reunirão no próximo dia 29 em Amsterdã, na Holanda. Morales buscará também o apoio do francês Michel Platini, presidente da Uefa, com quem também se reunirá, além de dirigentes de confederações africanas e asiáticas.Perguntado por um possível encontro com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou que irá vê-lo se necessário. "Sinto-me capaz de capaz de persuadir e convencer os dirigentes internacionais que a igualdade e unidade sempre estão acima de uma medida discriminatória. O futebol é um instrumento de integração", comentou o presidente.Morales se mostrou preocupado pela forma como Blatter tratou o assunto, principalmente após o presidente da Fifa dar sua palavra para resolver o problema.

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