Érico Leonan/São Paulo FC
Érico Leonan/São Paulo FC

Morato relembra drama e fala de recuperação no São Paulo

Atacante voltou a correr, mas sabe que ainda precisará ter paciência para voltar a jogar com a camisa tricolor

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2017 | 07h00

Enquanto o São Paulo passava sufoco na temporada – convivia com a pressão de ser rebaixado pela primeira vez história –, um atleta do elenco vivia um drama a mais, quase solitário, encostado no departamento médico. Em conversa com o Estado, o atacante Morato relembra, hoje com alívio, a tensão por não saber se teria uma nova chance de atuar pelo time tricolor.

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Dias depois de sua estreia, em abril, rompeu os ligamentos do joelho direito, e perdeu o restante da temporada. Sua única exibição pelo clube chamou atenção e deixou a torcida com grande expectativa. Chegou ao Morumbi, emprestado pelo Ituano até o fim deste ano, num momento difícil para o time: tentava reverter fora de casa uma vantagem de 2 a 0 do Cruzeiro na quarta fase da Copa do Brasil. No Mineirão a vitória veio, mas não foi suficiente: 2 a 1 e o adeus precoce do São Paulo ao torneio nacional. Morato se destacou na partida, dando uma assistência para Lucas Pratto.

“Aquele jogo foi meu cartão de visitas para a torcida e minha passagem para a renovação”, afirma Morato. Mas o aumento no vínculo com o São Paulo só veio em novembro e, durante quase sete meses, ele sofreu por achar que sua carreira estava comprometida. Sentiu o tempo passando mais devagar. 

“A renovação foi um alívio”, desabafa. “Tive muitos medos nesse tempo, em relação à minha situação e à circunstância, vendo que o time não ia bem. Era cruel pensar que eu tinha jogado um só jogo e poderia não ter mais chance. A sensação era de que eu tinha chegado, mas ao mesmo tempo que não tinha. Mas o clube arcou com tudo, foi muito profissional e no final deu tudo certo.”

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Hoje, o atleta tem motivo para comemorar. Garantido no São Paulo até o fim de 2018, sente poucas dores e celebra mudança importante em sua recuperação: voltou a correr. “Tive a sensação de que estou voltando. Quando comecei a recuperação depois da cirurgia, era ainda para ganhar movimento, para voltar a sentir meu pé e depois andar. Agora já estou fazendo academia, pedalo e agora fiz minha primeira corrida na esteira.”

Com a previsão de ainda mais dois meses no Reffis, Morato não se ilude com o retorno aos gramados. “A transição é devagar. A lesão foi muito séria e estou seguro de que não posso me exceder. Terei limitações clínicas nesta reta final, não posso me descuidar.”

Vendo de perto o drama do time, que só conseguiu fugir do rebaixamento a duas rodadas do fim do Brasileirão, Morato diz ter absorvido lições da dramática temporada do São Paulo: “Vi a importância de ter atitude. Não em relação a lidar com problemas, mas sim a como reagir a eles. Eu via que o time perdia e alguns sentiam muito’’. percebeu. “De uns meses para cá, houve uma mudança de postura. Eu vi aqueles caras mostrando que a situação poderia mudar. E mudou.”

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