Mordida de Suárez foi uma 'provocação mútua', diz Lugano

Zagueiro minimiza polêmica sobre atitude do atacante uruguaio e diz que imprensa brasileira faz uma 'perseguição' contra o jogador

Luis Augusto Mônaco - enviado especial a Natal, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2014 | 15h17

Escalado pela Federação Uruguaia para falar sobre o caso de Luiz Suárez na coletiva desta quarta-feira, Lugano tirou o peso da mordida dada pelo uruguaio no italiano Chiellini, no último confronto das equipes na fase de grupos da Copa.

"Não entendo como se dá tanta importância a um fato isolado e se deixa em 2.º plano uma vitória histórica contra uma potência, como é a Itália". O zagueiro insinuou também uma 'perseguição' da imprensa contra a seleção uruguaia, que pode pegar o Brasil já nas quartas de final. "A imprensa mundial, começando pela brasileira, parece querer fazer justiça com as próprias mãos ou conseguir uma vantagem esportiva", completou.

Lugano discutiu com alguns jornalistas e ingleses, justificando a atitude do companheiro de equipe. "Houve muitos lances violentos e ninguém fala nada. O que houve entre Suárez e Chiellini foi uma provocação mútua, que acontece mil vezes por jogo, sem isso não é futebol", defendeu.

A Fifa abriu um processo disciplinar contra Suárez ainda na madrugada desta quarta, e pode punir o atacante antes da próxima partida do Uruguai contra a Colômbia, pelas oitavas de final, no próximo dia 28. O atleta, que nega a mordida, teria infringido os artigos 48, que denuncia má conduta contra oponentes e oficiais da partida, e 57, que condiz com comportamento ofensivo e falta de fair play.

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