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Nilton Fukuda/ Estadão
Nilton Fukuda/ Estadão

Ex-presidente do Corinthians Alberto Dualib morre aos 101 anos

Mandatário estava internado desde o dia 13 de junho no Hospital Santa Catarina, em São Paulo. Causa da morte não foi divulgada. Marcado por trajetória vitoriosa e polêmica, cartola comandou o clube entre 1993 e 2007

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2021 | 01h28

Alberto Dualib, ex-presidente do Corinthians, morreu no início da madrugada desta quarta-feira, dia 14, aos 101 anos. A informação foi divulgada no primeiro momento por Andres Sanchez, também ex-presidente corintiano, e confirmada pelo clube em seu site oficial. O cartola estava internado desde o dia 13 de junho no Hospital Santa Catarina, em São Paulo. A causa da morte não foi divulgada.

"Infelizmente hoje nos deixou um grande corintiano que muitos reclamam mas foi um grande presidente. Vá com Deus amigo e sabemos que sempre olhará pelo Corinthians. Todos meus sentimentos aos amigos e familiares", escreveu Sanchez nas redes sociais.

Dualib teve uma trajetória vitoriosa e polêmica como presidente do Corinthians por 14 anos, entre 1993 e outubro de 2007. Foi com ele como presidente que o Corinthians firmou parcerias importantes, como a do banco Excel, com os norte-americanos da Hicks Muse e os iraquianos e russos da Media Sports Investment (MSI). As parcerias viabilizaram a contratação de jogadores importantes, como os argentinos Carlitos Tevez e Javier Mascherano.

As contratações permitiram a formação de uma das equipes mais emblemáticas da história do Corinthians, nos anos 1998, 1999 e 2000. Colecionou títulos importantes e marcou seu nome na história corintiana como o mandatário mais vitorioso da história do clube. Foram 12 títulos importantes: Paulistão (1995, 97, 99, 2001 e 03), Brasileirão (1998, 99 e 2005), Copa do Brasil (1995 e 2002), Rio-São Paulo (2002) e Mundial de Clubes (2000).

Por outro lado, é apontado como um dos responsáveis pela crise que resultou no rebaixamento na temporada 2007, o único da centenária história do clube.

O final de sua passagem foi marcado por escândalos financeiros. Em 2007, com o fim do acordo com a MSI, o cartola passou a ser investigado por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Dualib e outros membros da diretoria do Corinthians teriam desviado R$ 1,4 milhão, de acordo com notas fiscais frias emitidas entre 2001 e 2007, até R$ 5,4 milhões (valor estimado pelo Ministério Público com base no relato de testemunhas).

O presidente renunciou diante da articulação de um processo de impeachment. No ano seguinte à renúncia, Dualib teve seu nome excluído do quadro de sócios. Em 2010, Alberto Dualib foi condenado por estelionato a três anos e nove meses de reclusão, em regime aberto, na Justiça Estadual de São Paulo. A pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade.

Oito anos depois, foi reconhecida a extinção de sua punibilidade por causa da prescrição da pena. Isso abriu a possibilidade de retorno ao quadro de sócios do clube. Em maio de 2019, o Conselho de Orientação do Timão (Cori) recomendou o retorno do ex-dirigente ao quadro associativo. Mas o assunto deixou de ser pauta no Conselho Deliberativo, e o retorno não foi votado.

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