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Morre Kita, campeão paulista de 1986 com a Inter de Limeira

Atacante faleceu em Passo Fundo, no interior gaúcho, aos 57 anos

Estadão Conteúdo

03 de outubro de 2015 | 20h25

O futebol do Brasil perdeu mais um ex-jogador que fez história como artilheiro. Neste sábado morreu em Passo Fundo, no interior do Rio Grande do Sul, Kita, que foi campeão paulista de 1986 com a camisa 9 da Internacional, de Limeira, em cima do Palmeiras. O ex-atacante tinha apenas 57 anos e já vinha sofrendo com diabates e outras doenças há algum tempo, tanto é que tinha amputado o pé esquerdo há quatro anos em razão de uma infecção hospitalar. Ele será enterrado na manhã deste domingo em Passo Fundo.

Batizado como João Leithard Neto, Kita nasceu no dia 6 de janeiro de 1958 e foi revelado pelo Gaúcho, de Passo Fundo, então equipe forte do interior do Rio Grande do Sul. Seus gols chamaram a atenção de vários clubes e em 1983 foi artilheiro do Campeonato Gaúcho pelo Juventude, de Caxias do Sul, tendo sido contratado pelo Internacional-RS.

Kita também jogou no Grêmio, Flamengo, Criciúma, Portuguesa e Atlético Paranaense, mas seu melhor momento foi vivido em 1986 quando surpreendeu o Brasil ao levar a Internacional, de Limeira, ao inédito titulo de campeão paulista. Mas também jogou em outras equipes como 14 de Julho-RS, Esportivo-RS, Brasil de Garibaldi e Brasil de Pelotas, todos do interior gaúcho.

CAMPEÃO PAULISTA

Na Internacional, de Limeira, campeão de 1986 na equipe comandada pelo treinador Pepe, Kita formou em um time histórico que tinha Silas; João Luiz, Juarez, Bolivar e Pecos; Gilberto Costa, Manguinha e João Batista; Tato, Kita e Gilcimar. Destes, Juarez e Pecos também são falecidos, ambos em acidentes de trânsito. Além da conquista do título paulista de 1986, Kita foi artilheiro deste Campeonato Paulista com 23 gols.

Em 1984, quando estava no Internacional, de Porto Alegre, Kita participou da seleção olímpica que foi medalha de prata nos Jogos de Los Angeles, nos Estados Unidos, jogando em time que tinha a base do próprio clube colorado gaúcho e Jair Picerni como treinador.

Ele era uma centroavante de estilo clássico, com ótima presença de área e pouca técnica. Após encerrar a carreira, fixou residência em Passo Fundo e até tentou ser treinador. Mas não decolou na carreira, passando a ter uma vida simples e modesta.

Após ter seu quadro de saúde agravado, passou a ser ajudado financeiramente por ex-companheiros com jogos de exibição e por ex-equipes, como a Internacional, de Limeira, que chegou a lançar uma camisa comemorativa para arrecadar dinheiro para pagar os tratamentos médicos dele.

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