Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Morre Carlos Alberto Torres, o capitão do tri na Copa de 1970

Ex-jogador de Santos e Fluminense, comentarista estava com 72 anos

O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2016 | 12h32

Respeitado. Assim era Carlos Alberto Torres. Capitão da seleção na conquista do tricampeonato mundial, o ex-jogador, responsável por erguer a taça Jules Rimet depois da vitória implacável sobre a Itália por 4 a 1 na decisão, morreu nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, aos 72 anos, após sofrer enfarte.

Dono de uma personalidade marcante e de muita elegância em campo, o capitão do tri sempre soube fazer ser ouvido, seja com conselhos importantes ou broncas homéricas. Até Pelé, o Rei do Futebol, sofreu na mão de Carlos Alberto Torres - Pelé tem quatro anos a mais do que o amigo.

Ele é considerado um dos maiores laterais-direitos da história do futebol. Para muitos, foi o melhor, de fato. Carlos Alberto atuou profissionalmente por quase duas décadas e chegou a ser campeão com o Flamengo, Botafogo e Fluminense como treinador. Desde 2005, entretanto, estava afastado dos gramados como técnico e trabalhava apenas como comentarista do SporTV, sempre com seus comentários precisos de quem viveu uma das melhores fases do futebol brasileiro. Santos e Botafogo já se manifestaram nas redes sociais sobre a morte do ex-jogador, lamentando o ocorrido e confortando sua família.

O 'Capita' começou a carreira no Fluminense, saindo de lá aos 22 anos, já como um dos melhores do País. Tinha características ofensivas, algo então raro para um lateral. Em 1963, estava na seleção brasileira que ganhou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos disputados em São Paulo. No ano seguinte, ganhou o Carioca pelo time carioca.

A melhor fase da carreira, entretanto, foi pelo Santos, clube que defendeu entre 1965 e 1975, com um breve intervalo para passar um ano no Botafogo. No time praiano, atuou por 445 vezes, sendo o 11.º com mais partidas, atrás apenas de outros contemporâneos da Era Pelé e do ex-lateral-esquerdo Léo.

Depois de brilhar na Vila Belmiro, voltou para o Fluminense, ganhando mais dois Campeonatos Cariocas, em 1975 e 1976. Na parte final da carreira, passou também pelo Flamengo e se aventurou nos Estados Unidos, jogando pelo New York Cosmos até os 38 anos. Pela seleção brasileira, chegou a ser convocado para a Copa do Mundo de 1966, mas acabou cortado. Em 1970, já era o capitão que entrou para a história por ser o último a levantar a Jules Rimet, depois roubada na sede da CBF. No total, fez 53 jogos pelo Brasil até 1977, marcando oito gols.

A carreira de treinador começou em 1983, no Flamengo, e não foi das mais vitoriosas, ainda que ele tenha passado por boa parte dos principais clubes do País. No começo da década de 1990, chegou a ser vereador no Rio.

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