Morte de Fehér reabre discussão

A morte de Miklos Fehér, reabriu a polêmica sobre os riscos da prática dos esportes de alto rendimento e a necessidade de rigorosos exames de prevenção. O tema ganhou destaque no ano passado, após a morte súbita do camaronês Marc-Vivien Foe, em circunstâncias semelhantes. Na opinião de especialistas, novos casos como esses seguirão ocorrendo. Para Turíbio Leite de Barros, fisiologista, a medicina até tem recursos para detectar a maioria das doenças congênitas ou problemas que causam a morte repentina, mas são pouco utilizados pelos clubes. "É inviável submeter atletas a todos esses exames", diz. O fisiologista, que trabalha no São Paulo, conta que seu clube - assim como vários outros - submete seus profissionais a eletrocardiograma, ecocardiograma, que, no entanto, dificilmente conseguem identificar problemas como o de coagulação do sangue - uma das possíveis causas da morte de Fehér. "A gente não sabe o que ocorreu, mas o Fehér poderia ter morrido em outra circunstância. Ele jogou pouco, entrou só no segundo tempo, não acho que tenha sido por causa do esforço físico", comenta. "Neste momento, em algum lugar, um jovem deve estar morrendo." Foi o que aconteceu com Kaevlinge Gif, 30 anos, que jogava em time amador da Suécia e morreu ontem, enquanto fazia aquecimento. Funeral - O corpo de Fehér será enterrado amanhã na cidade húngara de Gyor, onde nasceu. A maior parte do velório ocorreu no Estádio da Luz, em Lisboa, campo do Benfica. Milhares de torcedores, além de companheiros de time e dirigentes, foram prestar homenagem ao atacante, que morreu no domingo, meia hora depois de entrar em campo, no jogo com o Vitória, em Guimarães. A Federação de Futebol da Hungria quer honras de ?chefe de estado? no enterro. As causas da morte ainda não são conhecidas.

Agencia Estado,

27 de janeiro de 2004 | 19h25

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