?Morte de Serginho não foi fatalidade?

O promotor de Justiça do 5º Tribunal do Júri, Rogério Leão Zagallo, vai solicitar que mais quatro pessoas, dentre elas o médico Edimar Alcides Bocchi, do Incor, sejam ouvidas novamente pela equipe do 34º DP, responsável pelas investigações, para confirmar seus depoimentos. Além disso, até segunda-feira remeterá à Unifesp, antiga Escola Paulista de Medicina, o pedido de parecer sobre o caso. ?Estamos dando um passo atrás para depois dar quatro à frente. Queremos confirmar alguns pontos que podem suscitar dúvidas durante o processo?, disse o promotor, que não quis adiantar os nomes das pessoas que darão novo depoimento. ?São médicos e pessoas ligadas ao clube e ao Serginho. Prefiro não falar em nomes neste momento.?Quanto ao parecer da Unifesp, o promotor quer confrontar o resultado da necropsia realizada pelo SVO (Serviço de Verificação de Óbitos) com os exames e anotações do Incor.O objetivo do promotor é ter uma versão definitiva da causa da morte do atleta do São Caetano (hipertrofia miocárdica, segundo o SVO), em outubro, e verificar se essa doença foi uma evolução rápida de alguma anormalidade que já estava indicada nos exames realizados pelo jogador em fevereiro, no Incor.O promotor continua convencido da responsabilidade do São Caetano e do médico Paulo Forte na morte do atleta. ?Em fevereiro, eles sabiam que a doença era grave e não tomaram nenhuma providência. Sem medo de errar e sem querer ser leviano, posso afirmar que a morte do Serginho não foi uma fatalidade.?

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