Morte de Serginho vira caso de polícia

A morte do zagueiro Serginho, do São Caetano, virou caso de polícia. O delegado Guaracy Moreira Filho, do 34º Distrito Policial de São Paulo, decidiu instaurar um inquérito policial para investigar responsabilidades. Em depoimento à Rede Globo, na tarde desta sexta-feira, o delegado disse que pretende confirmar a hipótese de o clube ter sido informado de eventuais problemas cardíacos do atleta e, ainda assim, permitir que ele jogasse. Segundo informações de médicos e de companheiros do zagueiro, exames realizados há aproximadamente 8 meses, mostaram que Serginho sofria de arritmia cardíaca. Para o delegação, se a informação for confirmada, os dirigentes do clube do ABC poderão ser processados por homicídio culposo (sem a inteção de matar). Moreira Filho diz que nem mesmo o fato de Serginho ter assinado um suposto termo de responsabilidade, exime os dirigentes de responsabilidade. O inquérito - que vai ouvir dirigentes, jogadores e médicos - deverá estar concluído em 1 mês.O zagueiro, de 30 anos, morreu na noite de quarta-feira em conseqüência de uma parada cardiorrespiratória, durante a partida de sua equipe contra o São Paulo, no Morumbi, pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogador desmaiou; chegou a receber atendimento médico ainda no gramado - inclusive com respiração boca-a-boca - e em seguida foi levado ao Hospital São Luiz, onde morreu algum tempo depois. Serginho era casado e tinha um filho de 4 anos. O corpo de Serginho foi sepultado na manhã desta sexta-feira no Cemitério Vale da Saudade, em Coronel Fabriciano, leste de Minas Gerais. O caixão foi conduzido até o cemitério num carro do Corpo de Bombeiros. Durante a madrugada milhares de pessoas foram prestar homenagens ao atleta.

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