Chico Batata/Agecom
Chico Batata/Agecom

Morte em Itaquera é a sétima em acidentes nas arenas da Copa

Foram três mortes na Arena do Corinthians, outras três em Manaus e uma em Brasília

O Estado de S. Paulo

29 de março de 2014 | 17h13

SÃO PAULO - Fábio Hamilton da Cruz é o sétimo operário morto em acidentes nas obras de estádios para a Copa do Mundo. O terceiro apenas na Arena do Corinthians, em Itaquera. Foram outras três na Arena Amazônia e uma no Mané Garrincha. Cruz, funcionário da WDS Construções, que presta serviços à Fast Engenharia, não resistiu aos ferimentos após queda de uma altura de oito metros. Ele trabalhava na construção das arquibancadas provisórias.

O palco da abertura do Mundial já havia registrado duas mortes na queda de um guindaste em 27 de novembro. Na ocasião, Fábio Luiz Pereira, 42 anos, motorista/operador de Munck da empresa BHM, e Ronaldo Oliveira dos Santos, 44 anos, montador da empresa Conecta, foram atingidos após o guindaste que içava o último módulo da estrutura da cobertura metálica do estádio tombar, provocando a queda da peça sobre parte da área de circulação do prédio leste, atingindo parcialmente a fachada em LED.

A Arena Amazônia, em Manaus, também registrou três mortes de funcionários em acidentes. E mais um após um infarto. O último acidente aconteceu em fevereiro. O técnico português Antônio José Pita Martins, 55, morreu enquanto passava por uma cirurgia. Ele havia sofrido acidente enquanto trabalhava na desmontagem de um guindaste em um terreno vizinho à Arena da Amazônia.

Em dezembro do ano passado, o operário Marcleudo de Melo Ferreira, de 22 anos, natural do Ceará, morreu ao sofrer queda de uma altura de cerca de 35 metros na instalação dos refletores da Arena da Amazônia. O acidente ocorreu às 4 horas da manhã. Horas depois, o operário José Antônio da Silva Nascimento, de 49 anos, que trabalhava no serviço de limpeza e terraplanagem, teve um infarto enquanto cumpria com suas obrigações.

Em março daquele ano, Raimundo Nonato Lima Costa, de 49 anos, já havia morrido na mesma obra. O operário se desequilibrou e caiu de uma altura de cinco metros após tentar passar de uma coluna para o andaime.

A primeira morte registrada nas arenas do Mundial foi em junho de 2012. O ajudante de carpinteiro José Afonso de Oliveira Rodrigues, de 21 anos, morreu após cair de uma laje no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, e despencar de uma altura de 30 metros. Os médicos tentaram reanimar o operário por cerca de 40 minutos.

FERIMENTOS

As obras do Mundial também tiveram casos com feridos e até explosão. Em agosto de 2011, no Maracanã, Carlos Pereira se feriu ao cortar com uma solda um barril, que explodiu. Ele foi arremessado a dois metros e teve fraturas e queimaduras.

Um ano depois, cinco operários caíram de uma altura de 15 metros, no Mané Garrincha. Uma parte da estrutura ruiu quando eles enchiam parte da cobertura de concreto. Em dezembro de 2012, uma explosão causou um incêndio na Arena da Baixada, em Curitiba. Nenhum operário se feriu. Em outubro deste ano, na Arena Pantanal, em Cuiabá, material da construção pegou fogo.

MORTES EM OUTRAS ARENAS

Obras de estádios que não fazem parte da Copa também tiveram mortes. Em janeiro de 2013, Araci da Silva Bernardes, de 40 anos, morreu após sofrer uma descarga elétrica na Arena Grêmio. Ele trocava uma luminária no momento do acidente. Em 2011, o operário José Elias Machado, de 40 anos também, morreu atropelado ao tentar atravessar a BR-290, que separa o estádio do alojamento dos trabalhadores. Em abril de 2013, três vigas desabaram no estádio do Palmeiras e mataram Carlos de Jesus, 34 anos. Outro operário sofreu ferimentos no ombro e na região lombar.

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