Fábio Motta/ Estadão
Fábio Motta/ Estadão

Morte no Engenhão era 'tragédia evitável', diz vice-presidente do Botafogo

Luiz Fernando Santos conta que tentou o cancelamento da partida com questões de segurança

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2017 | 17h42

O vice-presidente executivo do Botafogo, Luiz Fernando Santos, disse que a pancadaria entre torcedores que terminou no assassinato do botafoguense Diego Silva dos Santos, de 28 anos, no domingo, no Engenhão, foi uma "tragédia evitável". Ele disse que até as 17h48, ou seja, pouco menos de duas horas antes do início da partida com o Flamengo, tentou junto à Federação de Futebol do Estado do Rio (Ferj) cancelá-la por temer pela segurança de quem chegava ao estádio.

Isso porque o efetivo policial destacado para controlar a chegada foi insuficiente por causa do bloqueio de batalhões da PM por mulheres, mães e viúvas de policiais. Elas fazem manifestações na porta das unidades da corporação desde a última sexta-feira, para pressionar o governo do estado a pagar o 13º salário e adicionais atrasados. E, propositalmente, como forma de aumentar a pressão, se mantiveram em frente aos quartéis de onde sairiam policiais para o Engenhão.

"Não havia policiamento na entrada. A decisão sobre o jogo não cabia a nós e sim ao delegado do jogo (Marcelo Vianna). Foi uma barbárie. Não tínhamos o direito de colocar a vida das pessoas em risco", disse o vice-presidente do alvinegro. No domingo, depois da reunião em que ficou definido que a partida ocorreria, ele deu entrevista a diversas rádios falando de sua preocupação com a segurança dos torcedores.

O Botafogo está calculando os prejuízos causados pela torcida flamenguista, que vandalizou cadeiras no Engenhão. O clube rubro-negro segue proibido de jogar no Engenhão quando tem o mando de campo, como vem acontecendo nos últimos anos. Com o incidente de domingo, a relação entre os dois clubes cariocas, que já vem ruim, se deteriora ainda mais.

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