Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Morumbi deve receber pouco público para o jogo entre Chile e Japão

Seleções se enfrentam nesta segunda-feira, no fechamento da primeira rodada da Copa América

Almir Leite, Leandro Silveira, João Prata, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2019 | 19h31

A Copa América deve registrar nesta segunda-feira mais uma partida com pouco público. Chile e Japão se enfrentam às 20h, no Morumbi, mas a presença de torcedores é pequena. Mais animado, os chilenos estão em maior número e chegam ao estádio em grupos de no máximo 15 torcedores. Os japoneses, nos momentos que antecedem ao jogo, estão bem mais tímidos.

Entre os chilenos, os amigos residentes na cidade de Viña Del Mar Pablo Araya e Jorge Olivares estavam bastante à vontade. Eles já vieram a São Paulo "cerca de uma dezena de vezes'' dizem conhecer relativamente bem e gostar da cidade.

Araya, engenheiro de 45 anos, é cadeirante, mas diz não sentir muita dificuldade para se locomover nem na maioria das ruas da capital paulista nem no estádio. "Para mim é tranquilo. Aqui no Morumbi ainda não tive nenhum problema. As rampas são espaçosas e não muito íngreme e o setor em que estou (das cadeiras) também é acessível'', disse o torcedor do Colo Colo, enquanto saboreava uma cerveja.

Olivares, 40 anos e que trabalha no Chile na área de prevenção de riscos, explicou que ele e os amigos chegaram a São Paulo na quinta-feira e ficarão até a próxima quarta. "Talvez a gente volte se o Chile for adiante'', afirmou ele, torcedor da Universidad de Chile.

Mas o entusiasmo dos chilenos com a seleção que vai defender o bicampeonato da Copa América não anda grande, de acordo com o jornalista Gonçalo Lopez, do site Faro Depotivo. "As pessoas não estão muito contentes com a equipe, mas principalmente com o (Reinaldo) Rueda'', disse, em referência ao treinador colombiano que comanda o Chile.

Por isso, diz Lopez, os chilenos não vieram em bom número ao Brasil. "É apenas uma estimativa, mas creio que para o jogo com o Japão, entre 4 e 5 mil torcedores vieram. Esse número será ainda menor em Salvador (local do jogo com o Equador, na sexta), mas no Rio pode chegar a 10 mil (segunda, contra o Uruguai)'', acredita. "Está bem mais barato do que na Copa do Mundo viajar para o Brasil.''

Com público diminuto, o bloqueio ao redor do Morumbi, iniciado quatro horas antes de a bola rolar, pareceu exagerado. Mas era possível transitar sem ingresso ou credencial até cerca de 250 metros do estádio. E os flanelinhas, como sempre, fizeram a festa. Aproveitaram a proximidade dos bloqueios para fecharem algumas ruas por conta própria. Com cavaletes, obrigavam os carros a parar e só deixavam entrar quem ia estacionar para ir ao jogo. Ou quem falasse grosso.

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