Morumbi vê duelo Tevez x Gamarra

O destino de Palmeiras e Corinthians no clássico deste domingo, no Morumbi, passará pelos pés de dois estrangeiros, o paraguaio Gamarra e o argentino Carlitos Tevez. O zagueiro é o responsável por arrumar a defesa palmeirense ao longo da competição; o atacante, artilheiro corintiano da temporada, é o termômetro do time e quando joga bem, a vitória é praticamente certa.Apesar do status de estrela de ambos, quando pisarem no Morumbi buscarão quebrar pequenos, mas incômodos tabus. Gamarra tenta desvencilhar-se do rótulo de corintiano com boa apresentação e a primeira vitória contra o ex-clube. Tevez busca, enfim, espantar a falta de gols em clássicos paulistas.?Oxalá que eu marque no domingo?, enfatiza o atacante argentino. ?Mas o mais importante é o Corinthians. Se o time vence, o Tevez também vence.?Marcar contra o maior rival seria a consagração para o ídolo atual da torcida. Por sua garra, dedicação, o atacante é reverenciado em campo. E se os zagueiros acham que, na base na violência, vão intimidá-lo, Tevez avisa: Quanto mais apanha, mais fica motivado. ?É tipo Boca (Juniors, time no qual iniciou a carreira) e River (Plate, o principal adversário). Clássico que gosto de atuar, onde costumo jogar bem.?Desde sua chegada ao clube, Tevez já disputou 7 clássicos, sendo dois deles contra o Palmeiras, justamente os que mais brilhou. Nos 2 a 0 do Campeonato Paulista, inclusive, chegou a marcar um gol, anulado injustamente. Promete que neste domingo será diferente.Gamarra admite: não gosta muito de falar. ?Trato de trabalhar muito e aparecer pouco. Por isso caí nas graças da torcida?, disse o zagueiro em uma de suas raras entrevistas desde que começou a trabalhar no Palmeiras, primeiro sob o comando de Paulo Bonamigo, depois de Emerson Leão. E o desafio de ganhar a confiança dos palmeirenses não era dos mais simples, afinal, viveu o auge da carreira no rival Corinthians, onde conquistou, inclusive, o maior título do clube, o Mundial da Fifa.Gamarra pode ser de poucas palavras, mas é ousado nas atitudes. Em sua apresentação no Palmeiras, revelou que não voltou ao Brasil apenas para reforçar a equipe. Disse que não sabe jogar em um time sem ter a motivação de lutar por títulos e, por isso, esperava ajudar o clube a atingir esse objetivo. De fato, desde sua chegada o Palmeiras vem subindo de produção e os companheiros, em especial os de defesa, não cansam de ressaltar a importância de seu trabalho e suas orientações no grupo.Hoje, Gamarra busca apagar a má impressão do duelo do primeiro turno, no qual perdeu a bola para Mascherano no lance que originou o terceiro gol da vitória corintiana por 3 a 1.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.