Everton Oliveira/Estadão
Everton Oliveira/Estadão

Moscou faz últimos retoques antes da abertura da Copa do Mundo

Prefeitura da capital da Rússia realiza reparos no transporte e na mobilidade urbana às vésperas do Mundial

Glauco de Pierri, Gonçalo Junior, enviados especiais / Moscou, O Estado de S.Paulo

08 Junho 2018 | 07h00

A cidade de Moscou, sede da partida inicial da Copa do Mundo entre Rússia e Arábia Saudita, ainda está em obras. A prefeitura da capital da Rússia realiza reparos no transporte e na mobilidade urbana. Estações de metrô, principal meio de acesso aos estádios, passam por reformas de última hora. Funcionários afirmam que todos os serviços estarão prontos até sábado.

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O Estado encontrou obras em vários pontos. Na estação Aleksandovsky, nas proximidades da Praça Vermelha, ponto obrigatório de visitação turística do Mundial, cerca de 20 operários faziam a troca do piso da estação e instalavam corrimãos. A fachada da estação recebia nova pintura. Os funcionários confirmaram que as obras estão sendo feitas em função da Copa do Mundo. Eles não quiseram se identificar, mas garantiram que tudo estará pronto em dois dias. A prefeitura de Moscou não se manifestou até o fechamento da edição. 

Além de prejudicar o deslocamento de mais de sete milhões de viajantes por dia, as obras atrapalham os turistas que estão no país. Um dos problemas é o desvio de acessos e saídas sem comunicação prévia. 

 

​SEGURANÇA

Moscou já vive clima de Copa do ponto de vista da segurança. Desde a saída do aeroporto, é possível ver um policiamento mais hostil. Contudo, é dentro das estações do metrô e nos principais pontos turísticos da cidade que pode-se perceber que os agentes de segurança russos foram treinados para prevenir problemas. Ao entrar em qualquer estação do metrô, todo usuário tem sua mochila revistada por um guarda. O mesmo ocorre nos principais shoppings da cidade. Na Praça Vermelha, é possível ver caminhões do exército russo estacionados em pontos estratégicos. Os policiais usam roupas camufladas e ostentam armas. 

Próximo do começo do Mundial, nada escapa dos agentes. O trânsito também está sendo vigiado. Ruas próximas aos principais pontos turísticos foram fechadas aos carros e barreiras foram montadas nas proximidades do Kremlin e da Praça Vermelha. Entre os turistas, a percepção de segurança agrada. “À primeira vista assusta, mas, depois que acostumamos a ver as forças de segurança, entendemos que é necessário. Prefiro assim”, disse o estudante colombiano Oscar Carillo.

Em Moscou, o governo do país não quis falar o número de agentes em ação, mas especialistas apontam que pelo menos 15 órgãos da Força Nacional estão envolvidos na operação, além de seguranças particulares. Alexei Lavrischev, chefe do Centro de Operações de Segurança para a Copa, afirmou que a maior ameaça à segurança são o hooliganismo e possíveis atentados terroristas. 

 

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