Adrian Dennis/AFP
Adrian Dennis/AFP

Mourinho debocha de 'fila' de Wenger: 'Não ganha há 18 anos'

Treinadores se enfrentarão no jogo entre Manchester United e Arsenal, neste sábado

Estadão Conteúdo

18 de novembro de 2016 | 15h33

O sábado marcará mais um capítulo da rivalidade entre José Mourinho e Arsène Wenger. Será o primeiro confronto do polêmico português com seu grande desafeto desde que chegou ao Manchester United, mas o clima de animosidade entre eles permanece o mesmo. Nesta sexta-feira, véspera do jogo com o Arsenal em Old Trafford, Mourinho reclamou da imprensa e pediu o mesmo tratamento que seu rival tem.

"Amanhã será uma partida entre os dois técnicos com melhor retrospecto no Campeonato Inglês, agora que Alex Ferguson não está mais aqui. Isso significa que deveríamos ser respeitados, mesmo em períodos em que nossos resultados não são os melhores? Acho que o Sr. Wenger tem este respeito, mas não acho que eu tenha. Especialmente porque meu último título no Inglês foi há 18 meses, não 18 anos. Não acho que eu tenha este respeito", declarou.

Mourinho foi campeão inglês com o Chelsea em 2014/2015. No total, são três conquistas da competição, sendo as outras em 2004/05 e 2005/06. Neste mesmo período, Wenger não faturou nenhum Campeonato Inglês. Sua última conquista foi há 12 anos, na temporada 2003/2004, quando o Arsenal foi campeão invicto.

Em outras oportunidades, Mourinho já usou este retrospecto para provocar Wenger. O português chamou o rival de "especialista em fracassos" por conta do longo jejum de nove anos sem título - período que terminou em 2014 com a conquista da Copa da Inglaterra pelo Arsenal. O atual técnico do Manchester United também classificou o francês como "voyeur" por seus seguidos comentários sobre o ex-clube de Mourinho, o Chelsea.

O português voltou a se dizer perseguido pela imprensa e lembrou do tratamento que recebeu na Inglaterra quando foi demitido do Chelsea no fim de 2015 e ficou quase seis meses sem clube, até acertar com o Manchester. "Quando fui dispensado pelo Chelsea, eu não estava com problemas. Eu tinha muitas ofertas. Poderia trabalhar em alguns dos maiores clubes da Europa, mas esperei pela chance de trabalhar no clube que queria", garantiu.

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