Mourinho diz não ter 'poção mágica' para vencer Barcelona

O técnico do Real Madrid, José Mourinho, disse não ter uma "poção mágica" para vencer o Barcelona na quarta-feira pela primeira partida da semifinal da Liga dos Campeões.

IAIN ROGERS, REUTERS

26 de abril de 2011 | 15h27

O treinador liderou a Inter de Milão ao título da Liga dos Campeões no ano passado, antes de se transferir para o Real Madrid, e no caminho daquela conquista eliminou o Barcelona, do técnico Pep Guardiola, na semifinal.

Ele, no entanto, lembrou aos repórteres nesta terça-feira que ainda é o mesmo técnico que sofreu uma derrota de 5 x 0 para o Barcelona pelo primeiro turno do Campeonato Espanhol nesta temporada, em novembro.

"Eles (o Barça) são uma grande equipe, com um grande treinador e tudo é possível", disse Mourinho em entrevista coletiva após o treinamento do Real.

"Sou exatamente o mesmo técnico que perdeu de 5 x 0 para o Barcelona e não tenho nenhuma poção mágica."

O balanço de poder entre as duas equipes mudou um pouco desde então. Jogando com 10 homens, o Real conseguiu arrancar um empate em 1 x 1 pelo segundo turno da liga em Madri neste mês e também derrotou o rival por 1 x 0 na prorrogação da Copa do Rei em Valência.

"Tivemos um grande jogo em Valência, mas amanhã é uma outra partida. Temos de jogar em nosso melhor nível e não nos deixar influenciar pelo que já passou", disse Mourinho.

Mourinho, que foi assistente técnico de Bobby Robson e de Louis van Gaal no Barcelona entre 1996 e 2000, disse ser difícil prever qual das duas equipes chegará à final da competição em 28 de maio no estádio de Wembley.

"Essas são duas equipes que se conhecem muito bem, com tradição, com jogadores que conhecem o sucesso e o que significa jogar partidas importantes", disse.

"Minha opinião é que não há favoritos. Em uma semifinal de duas partidas, não há favoritos."

O treinador disse que citou o cientista Albert Einstein a seus atletas para ilustrar a importância da "vontade" em disputas esportivas.

"Um dia ele (Einstein) disse que a única força mecânica mais potente que o vapor, a eletricidade e a energia atômica era a vontade", disse.

"Esse tal de Alberto não era burro. Com vontade, você pode conquistar as coisas."

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