Reuters/ Toussaint Kluiters
Reuters/ Toussaint Kluiters

Mourinho e técnico do Benfica descartam treinar Portugal

Após saída de Paulo Bento na semana passada, seleção portuguesa busca um nome para resgatar equipe de má fase

Estadão Conteúdo

15 de setembro de 2014 | 15h28

Principais nomes cogitados para o lugar de Paulo Bento, que deixou o comando da seleção portuguesa na semana passada, José Mourinho, do Chelsea, e Jorge Jesus, do Benfica, descartaram qualquer possibilidade de treinar o país. Com isso, Portugal segue em busca de um nome para tirar a equipe da má fase que vive.

Mourinho lembrou que em 2010, quando comandava o Real, aceitou o convite da Federação Portuguesa de Futebol, mas o acordo não saiu porque não foi liberado pelo presidente do clube, Florentino Pérez. O próprio treinador garantiu que na oportunidade aceitou apenas porque o lado emocional falou mais alto e afirmou que isso não aconteceria neste momento.

"Da outra vez aceitei porque tive uma reação emocional. Agora, nem vale a pena falar, porque, com certeza, não é compatível treinar um clube e uma seleção. Nem seria ético, com tantos bons treinadores desempregados", declarou, em entrevista à tevê portuguesa TVI.

Já Jorge Jesus foi mais crítico ao explicar os motivos que o fazem recusar o cargo. Para ele, a má fase vivida pela seleção portuguesa nos últimos anos faz com que todos os treinadores que por lá passam saiam "desprestigiados". Isso aconteceu com Paulo Bento, após a queda ainda na primeira fase da Copa do Mundo do Brasil e a vexatória derrota na estreia das Eliminatórias para a Eurocopa de 2016 para a Albânia, em casa.

"Seleção está fora de questão, sou treinador do Benfica. É uma situação normal (ser cogitado), pois treino o Benfica, uma das maiores equipes portuguesas. De momento não me passou pela cabeça, daqui a uns anos não sei. Mas é importante dizer que quem sai da seleção sai completamente desprestigiado, como aconteceu com o Carlos Queiroz e agora com o Paulo Bento, que levou tiros de todo o lado", comentou.

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