Mourinho elogia Guardiola e não vê crise no Barcelona

Nesta sexta-feira, em raro momento de humildade, o técnico José Mourinho "culpou" o bom trabalho de Pepe Guardiola à frente do Barcelona como o único motivo para o Real Madrid não estar liderando o Campeonato Espanhol.

AE, Agência Estado

25 de fevereiro de 2011 | 16h11

"Sempre falamos muito bem de Pepe (Guardiola) e sua equipe, do que está fazendo. Obviamente, com o bom campeonato que nós estamos fazendo, se sua equipe não tivesse tantos pontos e vitórias consecutivas, com os pontos que temos nós teríamos que estar em primeiro. Por isso é culpa de sua equipe que não sejamos líderes", assegurou.

Mourinho não parou por aí nos elogios ao jovem treinador do Barcelona. "Pepe é um treinador de grandíssimo prestígio, e isso não é relacionado aos anos de trabalho que temos, mas ao que fazemos. Existem treinadores que têm 40 anos de carreira e nada conhecem como treinadores. Ele é um treinador de poucos anos, mas que fez mais que o suficiente para ser considerados com justiça um dos melhores treinadores do momento, completou.

Ele não considera que o mau momento atravessado pelo Barcelona signifique uma crise: "Não vejo o Barça a um nível baixo. É normal perder uma partida fora de casa na Liga dos Campeões contra uma grande equipe como é o Arsenal, e não me parece nada de outro mundo empatar uma partida na Liga Espanhola depois de ter vencido 16 jogos seguidos".

O treinador do Real Madrid aproveitou a entrevista coletiva que concedeu nesta sexta-feira para disparar contra a Liga Espanhola. "Eu falo, falo, mas não tenho força de decisão. Mas não são todos que se queixam. Alguns têm a vida mais fácil e mais estruturada, parece que escolhem que horas querem jogar. São privilégios que nós não temos", reclamou, em referência ao fato de ter que jogar dois jogos seguidos às 22h, contra o La Coruña e contra o Málaga.

O português também retrucou a declaração do ex-treinador do Real Madrid Fabio Capello de que o time de Mourinho é o mais advertido da história do clube "Desta estatística tiro a conclusão de que é muito fácil dar cartões aos nossos jogadores. Por atos idênticos, houve equipes com muitos cartões e outros um pouquinho mais protegidos. Conosco, o cartão é vermelho, e quando não é nada recebemos o amarelo", reclamou, lembrando da expulsão de uma expulsão recente de Casillas.

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