Mourinho recua e pede desculpas por agressão em final

José Mourinho recuou nesta terça-feira e pediu desculpas pela agressão ao auxiliar-técnico do Barcelona Tito Vilanova, no final do clássico de quarta passada, pela decisão da Supercopa da Espanha. O treinador havia declarado no domingo que não se desculparia com o integrante da comissão técnica do arquirrival.

AE, Agência Estado

23 de agosto de 2011 | 13h04

Mourinho, porém, dirigiu seu pedido somente aos torcedores do Real Madrid, alegando que não é hipócrita e não está arrependido de ter acertado um dedo no olho de Vilanova durante a confusão entre jogadores e comissão técnica dos dois times nos instantes finais do jogo com o Barcelona.

"Quero me dirigir aos torcedores do Real Madrid, e somente à comunidade madrilenha, para pedir desculpas pela minha atitude na última partida", afirmou o treinador, em carta divulgada no site do clube. "Alguns estão mais acostumados com a hipocrisia do futebol e o fazem com a cara escondida e a boca tapada, no mais profundo dos túneis. Eu não consigo aprender a ser hipócrita. Não consigo e nem quero".

No domingo, o porta-voz de Mourinho já havia dito que ele não se arrependera da agressão, muita criticada pela imprensa local e mundial, e que o treinador acreditava estar "defendendo os interesses do Real Madrid" ao atacar Vilanova. Denunciado pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), o técnico poderá ser suspenso por até 12 partidas.

Pressionado pelas derrotas para o Barcelona e pela confusão na quarta-feira, Mourinho comentou ainda na carta que não pensa em deixar o clube, negando boatos sobre a suposta falta de apoio da diretoria em relação ao seu trabalho.

"Só quem não me conhece pode sonhar, inventar ou acreditar que eu poderia deixar o Real Madrid agora. Não sairei. Estou seguro, seguríssimo [no comando do time]", registrou o técnico, que elogiou o presidente Florentino Pérez. "Tenho um presidente fantástico, com grande inteligência e que é um amigo. Tenho também um diretor geral que trabalha para o clube durante 24 horas por dia. Meu ''madridismo'' é muito maior do que o de alguns ''pseudomadridistas''...", disse, se referindo aos torcedores do clube.

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