Andy Rain/EFE
Andy Rain/EFE

Mourinho rompe silêncio e critica associação inglesa

Treinador não falava com a imprensa há uma semana, quando foi multado por dizer que existe uma campanha contra seu clube 

Estadão Conteúdo

06 de fevereiro de 2015 | 17h32

O técnico do Chelsea, José Mourinho, quebrou nesta sexta-feira um silêncio de dez dias ao conceder entrevista coletiva na véspera do duelo com o Aston Villa, fora de casa, em que ironizou a Associação de Futebol da Inglaterra (FA, na sigla em inglês) e o tratamento dado a ele.

Mourinho não falava em público desde a semana passada, quando foi multado em 25 mil libras (aproximadamente R$ 106 mil) por declarar que havia uma campanha midiática contra a sua equipe depois do atacante Diego Costa ser suspenso por três jogos por agredir um adversário.

O técnico português optou por não discutir o incidente de Diego Costa nesta sexta-feira. "Talvez eu seja punido por refletir. Talvez eles (FA) possam ler minha reflexão e (que) eu não quero".

Mourinho disse que o recém-contratado Juan Cuadrado estava disponível para o jogo deste sábado "ao menos que a Premier League (organizadora do Campeonato Inglês) ou a FA digam que existe alguma regra para impedi-lo".

Em outra queixa sobre a FA, Mourinho se referiu a um incidente nesta temporada quando ele foi empurrado pelo técnico do Arsenal, Arsène Wenger, na área técnica durante um jogo. "Sabem, a única surpresa é que me puniram por empurrar outro técnico", disse. "Para além disso, eu posso esperar tudo".

O treinador do Chelsea disse que só concedeu a entrevista coletiva nesta sexta-feira para não ser multado. "Vocês sabem porque estou aqui", disse. "Assim, saibam que não considerem que estou super contente por estar aqui".

"Se quer, você pode fazer que o silêncio faça muito barulho. Depende do que queriam fazer. Podem fazer muito ruído com meu silêncio, porque conhecem o motivo", afirmou Mourinho sobre o seu silêncio.

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