Mourinho se irrita com liberdade que Real deu a Lewandowski

'Fiquei muito irritado porque os gols aconteceram novamente a partir dos nossos erros', disse o técnico do Real

KAROLOS GROHMANN, Reuters

24 de abril de 2013 | 19h34

DORTMUND - O técnico do Real Madrid, José Mourinho, não conseguiu entender como sua equipe deixou Robert Lewandowski marcar quatro gols na vitória de 4 x 1 do Borussia Dortmund nesta quarta-feira, mas prometeu que o time ainda pode chegar à final da Copa dos Campeões. O clube espanhol, nove vezes campeão europeu, tem uma tarefa difícl para a partida de volta da semifinal, em casa, na terça-feira. Mourinho reconheceu que seu time foi dominado na Alemanha.

"Eu vi uma equipe que foi melhor do que a outra, mentalmente e fisicamente. A melhor equipe venceu hoje. Fiquei muito irritado porque os gols aconteceram novamente a partir dos nossos erros", disse Mourinho a jornalistas. "Perdemos ele (Lewandowski) em três gols --não sei sobre o pênalti-- quando sabemos exatamente o que ele faz", acrescentou o treinador português à Sky Sports. "Nós sabemos tudo sobre ele, o garoto merece crédito, mas demos grande apoio a ele."

O atacante polonês abriu o placar aos 8 minutos do primeiro tempo e marcou mais três gols depois do intervalo, o último deles de pênalti, um dia depois de o Bayern de Munique ter goleado o Barcelona por 4 x 0 na outra semifinal, aumentando a chance de uma decisão alemã no estádio de Wembley, em maio. "Como passou de 1 x 1 para 4 x 1, eu realmente não sei. Perdemos a posse de bola facilmente e não conseguimos lidar com o contra-ataque deles. Muitos dos garotos não jogaram", afirmou Mourinho antes de mostrar confiança.

"Podemos (nos recuperar), é claro que é muito difícil, mas nós podemos. Em uma noite louca em que todos joguem num nível elevado. Claro que podemos", disse ele. "Eu aprendi que tudo é possível no futebol. Tudo pode acontecer na próxima semana. Se você perguntar a meus jogadores se eles podem virar o jogo alguns vão dizer que não. Em mais uma hora vão dizer que sim, e amanhã todo mundo vai dizer que podemos".

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