Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

MP acredita que algum funcionário da Portuguesa possa ter recebido dinheiro

Promotor Roberto Senise diz ter 'fortes indícios' de que escalação de Héverton tenha sido proposital

O Estado de S. Paulo

27 de janeiro de 2014 | 12h52

SÃO PAULO - O caso envolvendo a escalação irregular do meia Héverton, que rebaixou a Portuguesa à Série B do Brasileirão, deve ganhar mais um capítulo nesta semana. O promotor do Ministério Público, Roberto Senise Lisboa, disse à Rádio Bandeirantes neste domingo, que algum funcionário do clube paulista pode ter recebido algo em troca para ter cometido a suposta falha de não informar a impossibilidade de escalar o jogador contra o Grêmio.

O advogado, que está reunindo evidências, fez questão de isentar o técnico do clube de culpa. "Há indícios de que alguém no clube recebeu vantagem e acabou prejudicando a Portuguesa. O que é certo é que o técnico Guto Ferreira não sabia da situação do jogador. Ao que tudo indica, houve problema no meio do caminho, na comunicação do clube “, afirmou Sense à rádio.

O promotor acredita que há "indicios fortes" de propina no caso. "É muito esquisito um clube afirmar que não sabia da suspensão de um jogador apenas na última rodada do Campeonato Brasileiro. Tem que analisar com o devido cuidado, é muito estranha a situação”, finalizou o promotor em sua entrevista.

Conforme apuração do Estado, na quinta-feira, o MP aguarda a presença de um representante da confederação para propor um Termo de Ajustamento de Conduta, ou seja, a devolução dos quatro pontos à Portuguesa e a anulação do julgamento do STJD. Se a CBF não aceitar, o MP vai entrar com uma ação civil pública e levar a decisão à justiça.

 

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