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MP aponta responsabilidade da torcida da Ponte por briga com palmeirenses

Sede da torcida fica no estádio Moisés Lucarelli, onde ocorreram os conflitos antes do jogo de domingo

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2019 | 19h32

O promotor Paulo Castilho, do Ministério Público Estadual, afirma que os clubes Palmeiras e Redbull não devem ser responsabilizados pelo confronto de torcedores antes do jogo pela primeira rodada do Campeonato Paulista, neste domingo. O promotor afirma que vai pedir a responsabilização da torcida organizada da Ponte Preta cuja sede fica no estádio Moisés Lucarelli, onde ocorreram os conflitos. "Estou convencido de que a torcida da Ponte Preta não deveria estar lá. Não era dia de jogo da Ponte Preta", argumenta Castilho.

O Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (BAEP) utilizou balas de borracha e bombas de efeito moral para dispersar a multidão. De acordo com a PM, um grupo de torcedores do Palmeiras tentou invadir a sede da Torcida Jovem, da Ponte Preta. Pelo menos dois torcedores ficaram feridos e um deles precisou ser encaminhado para o hospital municipal Mário Gatti.

"Vou oficiar o Ministério Público de Campinas para verificar se a sede possui alvará de funcionamento, licença do Corpo de Bombeiros, enfim, possui legalidade para funcionar", diz Castilho. 

Ainda de acordo com o promotor, a decisão sobre o confronto será tomada no dia 1º de fevereiro com a conclusão das investigações da Polícia Militar de Campinas. 

Por determinação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Ponte Preta e Guarani não podem receber torcida visitante nos jogos contra os clubes grandes - São Paulo, Corinthians, Santos e Palmeiras. É o mesmo padrão dos clássicos com torcida única em São Paulo. O Red Bull Brasil, que treina em Jarinu (SP) e joga em Campinas, não entrou nessa regra. O clube costuma atrair público médio às arquibancadas e depende principalmente dos rivais para arrecadar bilheteria.

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