Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

MP paraguaio reforça ordem de prisão contra empresária de 'caso Ronaldinho'

Ronaldinho e irmão Assis foram detidos no início de março de 2020 e ficaram em prisão domiciliar em um hotel em Assunção até agosto, quando pagaram fiança de cerca de R$ 1,1 milhão

EFE, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2021 | 21h17

O Ministério Público do Paraguai solicitou à justiça do país que reitere a ordem de prisão contra Dalia López, a empresária que, supostamente, forneceu os documentos falsos utilizados por Ronaldinho Gaúcho e Assis que levaram à prisão de ambos em março de 2020. 

Esta é a terceira solicitação do tipo feita à Justiça do Paraguai. Desde que o chamado "caso Ronaldinho" veio à tona, a Polícia Nacional não consegue encontrar Dalia López, contra quem foi expedida uma ordem internacional de prisão.

Segundo as investigações, Dalia López convidou Ronaldinho para participar de um ato beneficente no Paraguai. Ela foi acusada por produção e uso de documentos com conteúdo falso, assim como pelo crime de associação criminosa. 

O Ministério Público aponta que a empresária é "suposta integrante de uma organização montada para facilitar a confecção e uso de documentos como de identidade e passaportes falsos". No ano passado, Ronaldinho e Assis desembarcaram no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, onde eram esperados por Dalia López, com os documentos por ela confeccionados, segundo as investigações. No mesmo dia, ao se hospedarem em um hotel da capital paraguaia, os dois irmãos acabaram presos, e assim permaneceram por cerca de seis meses. 

Cerca de 20 pessoas foram indiciadas no processo relativo ao caso, entre elas funcionários do órgão migratório do Paraguai e da Polícia Nacional, acusados de falsificação de documentos.

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