Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

MP pede suspensão da organizada do Palmeiras para todo o Brasil

Órgão encaminha a STJD pedido para que Mancha Alviverde não possa entrar em estádios com adereços e faixas

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

17 Novembro 2017 | 19h10

O promotor Paulo Castilho, do Ministério Público de São Paulo, pediu nesta sexta-feira ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que seja estendido para todo o Brasil uma punição criada no Estado de São Paulo para a Mancha Alviverde, a maior organizada do Palmeiras. O objetivo é que em todos os estádios brasileiros a facção seja proibida de levar faixas, camisas e adereços que a identifiquem.

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"O intuito é a proibição feita em São Paulo sobre organizadas seja estendida liminarmente para todos os Estados, por uma determinação da Justiça Desportiva", afirmou o promotor. A atitude foi tomada após o incidente do último domingo, quando a van que levava a delegação do time ao Allianz Parque para o jogo com o Flamengo foi alvo de um protesto

No ato, torcedores arremessaram pamonhas e pipocas. Um vidro acabou quebrado e os estilhaços atingiram dois jogadores e mais a nutricionista da equipe. O presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, emitiu nota oficial para criticar o episódio e solicitou investigação policial.

Castilho afirmou que encaminhou uma representação ao procurador do STJD, Felipe Bevilacqua, para que a restrição existente à organizada do Palmeiras em São Paulo possa ser aplicada em todos os Estados. "É uma suspensão de que ela se manifeste nos estádios de futebol. Isso mexe diretamente na parte financeira, pois não poderão mais organizar caravana, vender camisa e bonés, o que rendia dinheiro para a organizada", explicou.

No momento o pedido feito pelo MP se refere exclusivamente à organizada do Palmeiras. Segundo Castilho, um dos objetivos é ampliar a medida tanto para outros clubes, como para outros Estados. "Não adianta fazer uma punição que só vale em São Paulo. O certo é ser no Brasuil todo. Os promotores de outros Estados estarão atentos para pleitear no STJD a mesma restrição", afirmou.

Em julho deste ano, uma reunião na Secretaria da Segurança Pública de São Paulo flexibilizou as limitações impostas ao uso dos adereços das torcidas organizadas nos estádios paulistas. No encontro, que teve a presença de clubes, policiais e Federação Paulista, foi acertado o retorno dos adereços para as praças esportivas.

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