Mauro Pimentel/AFP
Mauro Pimentel/AFP

MP-RJ pede investigação por atos violentos na final da Sul-Americana

Após perda do título diante do Independiente, torcida do Flamengo promoveu quebra-quebra dentro e fora do Maracanã

Estadão Conteúdo

14 de dezembro de 2017 | 19h38

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) exigiu apuração rigorosa dos tumultos registrados nos arredores do hotel onde o Independiente se hospedou antes para a final da Copa Sul-Americana e também no Maracanã e em torno do estádio, na noite de quarta-feira, antes e após o empate por 1 a 1 entre Flamengo e o clube argentino, que assim assegurou o título da competição.

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Os tumultos na noite de quarta resultaram na detenção de 16 pessoas. Treze delas eram integrantes de organizadas do Flamengo. A maior parte foi detida por invasão ao estádio, mas a Polícia Militar registrou ainda casos de roubo, cambismo e estelionato. Um homem foi detido com dez explosivos.

Entre os envolvidos na confusão, quatro tiveram prisão preventiva decretada por crime de roubo. Os demais responderão em liberdade ou tiveram suas penas abrandadas após admissão de culpa. Um torcedor que pousou no gramado de paraquedas minutos antes do jogo sem autorização foi multado em R$ 10 mil por invasão.

O MP-RJ enviou ofícios e imagens de TV para delegacias de polícia, além da CBF, Conmebol e ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Antes mesmo da disputa da partida decisiva, o Independiente havia pedido punições pelos incidentes no Rio.

"É necessária uma investigação profunda acerca dos fatos ocorridos para identificar e a punição dos criminosos que se travestem de torcedores para espalhar o caos, o medo e a desordem no seio social, de modo a restabelecer a paz pela qual nossa sociedade tanto anseia", afirmou o MP-RJ.

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