Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

MP vai investigar relação do São Paulo com organizadas

Órgão abre inquérito para apurar auxílio do clube a facções

O Estado de S. Paulo

22 Janeiro 2016 | 18h43

O Ministério Público abriu inquérito nesta quinta-feira para apurar a ligação de cooperação entre o São Paulo e as torcidas organizadas. Em entrevista nesta semana ao jornal Folha de S. Paulo, o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, admitiu que a diretoria contribui com as facções ao dar ingressos e distribuir dinheiro para desfiles de Carnaval.

A abertura do inquérito se baseia no Estatuto do Torcedor para explicar que ao cooperar com as torcidas organizadas, o São Paulo se torna responsável por possíveis atos de vandalismo praticados pelas facções. O inquérito, assinado pelo promotor Gilberto Nonaka, da Justiça do Consumidor, aborda ainda a confusão no último domingo, quando membros de uma organizada do clube causaram confusão com a polícia durante jogo da Copa São Paulo de Futebol Junior.

O São Paulo afirmou via assessoria de imprensa que ainda não foi notificado oficialmente do inquérito e somente após esse comunicado o clube vai se manifestar. Na entrevista, Leco reconheceu auxiliar os membros das torcidas organizadas. "Você tem que dar ingresso para eles e eles vão no jogo", disse.

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