Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

'Mudado', Cañete recebe voto de confiança do São Paulo

Meia admitiu erros à diretoria e tem se destacado em sua volta ao clube

Fernando Faro, O Estado de São Paulo

16 de janeiro de 2014 | 04h56

SÃO PAULO - Quando os dirigentes do São Paulo chamaram Marcelo Cañete para conversar, deixaram claro que ele precisaria se enquadrar se quisesse ter vida longa no clube e se surpreenderam com as declarações do argentino, que pediu desculpas pelo mau comportamento e prometeu ser um jogador à altura da imensa expectativa criada. Pelo menos nesse começo de temporada, ele tem cumprido à risca a promessa e é um dos destaques do elenco.

A boa atuação no jogo-treino contra o Marília e a disposição em todas as atividades contrastam com o jogador que terminou o ano encostado na Portuguesa após ser emprestado por uma série de atos de indisciplina. Curiosamente foi justamente o período sem jogar que o despertou para a realidade.

"Ele entendeu que dali para frente seria ladeira abaixo e que não queria aquilo para ele. Mostrou estar arrependido, assumiu os erros e prometeu mudar", disse ao Estado um membro da diretoria.

Formado pelo Boca Juniors, Cañete chegou a ser apontado por Riquelme como seu sucessor e desembarcou no Morumbi após o São Paulo investir quase R$5 milhões em sua contratação. Depois de sofrer gravíssima lesão no joelho,  fez bons jogos em 2013 sob o comando de Ney Franco, mas os problemas disciplinares e físicos - chegou a ficar 4kg acima do peso - minaram seu prestígio e acabou afastado após a eliminação na Libertadores. A exemplo do que acontecera no início do ano, iniciou bem a trajetória no Canindé mas se perdeu com excessos.

O São Paulo recebeu todas as informações dos dirigentes da Portuguesa, mas a falta de opções no mercado fizeram o Tricolor lhe dar nova chance. Pesou também a sinceridade do atleta, que admitiu ter se "deprimido" no Canindé e entregado os pontos.

Meia de origem, Cañete sabe que dificilmente terá espaço numa concorrência com Paulo Henrique Ganso e Jadson, mas deve ser aproveitado por Muricy Ramalho jogando mais avançado pela direita, função exercida por Douglas no ano passado e que tem Wellington como titular de momento. Sem um dono desde a saída de Lucas, o setor aparece como maior chance do argentino se firmar. Nesta quinta, no jogo-treino diante dos Estados Unidos no CT da Barra Funda, terá nova oportunidade de mostrar serviço. "Capacidade ele tem de sobra e se tiver vontade e cabeça no lugar, vai se destacar", aposta o diretor ouvido pelo Estado.

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