Mudança não agrada times do interior

A divulgação do novo calendário do futebol brasileiro deixou os principais dirigentes do interior paulista revoltados e apreensivos com as novas medidas baixadas pelo CBF e pelo Ministério de Esportes de Turismo. Um dos mais inconformados com a sua "exclusão" é o presidente da Internacional de Limeira, Richard Drago. "Não dá para entender os critérios usados. Porque o Etti foi incluído neste Torneio Rio-São Paulo se apenas agora está chegando à primeira divisão?", indaga. O dirigente acha que a Internacional está há muito tempo na elite paulista, tendo até em sua história o título paulista de 1986, conquistado sobre o Palmeiras.Para o diretor de futebol do Mogi Mirim, Henrique Storti, a medida não agrada mesmo tendo sido o clube beneficiado pela nova reformulação que haverá dentro das divisões paulistas. Mogi, junto com o Guarani, foram rebaixados para a Série A-2, porque terminaram, respectivamente, na última e penúltima colocações da Série A-1. Ele alerta para outro problema, considerado grave: "a ausência dos grandes clubes jogando no interior vai desmotivar os torcedores".Os presidentes do Rio Branco, Fred Pântano, e do União Barbarense, Roberto Mantovani Filho, preferiram não se pronunciar, mostrando muita apreensão pelas informações desencontradas. "Precisamos tomar ciência do que está acontecendo. Só depois é que podemos dar uma posição oficial do clube", disse Mantovani, que espera conversar com o presidente da Federação paulista, Eduardo José Farah, nos próximos dias. Posição semelhante é tomada pela direção do São Caetano, que sem esconder sua decepção por ficar fora do Rio-São Paulo, vai aguardar uma posição oficial da FPF para se pronunciar de fato.Entre os clubes favorecidos, o mais surpreso foi o Etti Jundiaí, que é controlado pela empresa Parmalat. Segundo o diretor geral, Marcos Bagatella, a novidade também o pegou de surpresa. Ele confirmou apenas que reivindica uma vaga para o Etti na Série B do Campeonato Brasileiro, provavelmente no lugar do Remo-PA, que luta para disputar a Série A, ou primeira divisão.Os principais dirigentes de Guarani e Ponte Preta acompanharam o presidente Farah no lançamento, no Rio de Janeiro. O presidente do Guarani, José Luiz Lourencetti e o vice Antonio Carlos Seccacci, evitaram comentários que pudessem virar polêmica, mesmo porque o clube foi favorecido diretamente pela medida. O time foi rebaixado para a Série A-2 - segunda divisão. O presidente da Ponte Preta, Sérgio Carnielli, é sempre favorável às decisões de Eduardo Farah, um dos idealizadores da nova fórmula.

Agencia Estado,

26 de junho de 2001 | 19h48

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