Alex Silva|Estadão
Alex Silva|Estadão

Mudanças táticas e novo ânimo embalam o Palmeiras de Cuca

Técnico deve definir time para estreia nesta terça-feira

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2016 | 07h00

Cuca foi apresentado na segunda-feira como novo técnico do Palmeiras e realizou o sonho de dirigir o time de coração. Mas chega sem ter muito tempo para comemorações. Na quinta-feira, o time enfrenta o Nacional, em Montevidéu. Uma derrota deixa a situação na Copa Libertadores muito complicada. Em meio a pressão, ele ainda precisa fazer o time recuperar a confiança e ganhar padrão tático. Mas primeiro, quer se dedicar a sua primeira partida decisiva.  

Decisão na quinta-feira

Me apresento na segunda-feira e na quinta tem jogo decisivo na casa do adversário, que já ganhou do Palmeiras aqui. Para as pretensões do Palmeiras, temos que vencer lá. Será um jogo complicado e temos que ter otimismo. Não vou me preocupar com escalação ideal neste jogo. Tenho que pensar apenas nesta partida”.

Jogo pode ser marcante

Existem partidas dentro das competições que são emblemáticas. No Atlético-MG (campeão da Libertadores), teve um 5 a 2 na Argentina, contra o Arsenal de Sarandi. Daquele jogo em diante, ganhamos confiança e passamos a acreditar que poderíamos ser campeões.”

Carinho pelo Palmeiras

Na infância eu era palmeirense, sempre falei isso, mesmo quando estava atuando em outros clubes, mas isso não faz com que eu ache que terei vida fácil. Se eu não ganhar, é porrada igual, por isso, sei que terei de trabalhar muito.

Mudanças táticas

Gosto do futebol bem jogado e para você ter um futebol bem jogado, tem que ter sistema e um time definido. O Marcelo não queria que ocorresse aquilo (chutões e desorganização), mas nem sempre as coisas se encaixam. Preciso de tempo para treinar o time, montar uma jogada e achar uma escalação, mas isso fica para depois. A ideia inicial é vencer quinta. Gosto do futebol dinâmico, onde os jogadores variam de posição. Tenho confiança que em breve conseguiremos dar essa cara ao time.

Motivação do elenco

Conversamos e expressei a maneira como vou trabalhar no dia a dia. Será na franqueza e compreensão que o atleta tem de ter com você. Temos 35 jogadores e só viajarão 18 para o Uruguai. A Libertadores você não pode ter todos no banco. Que quem fique aqui não esmoreça, para que quem esteja titular lute para se manter. Tem de ter essa competitividade.

Conversa com Zé Roberto

Conversei com o Zé Roberto por ele ser o capitão, um dos líderes do elenco e foi uma coisa mais de ordem técnica. Depois falei também com Gabriel, Jean, Roger Carvalho e devo falar com outros atletas.

Negociação com o Palmeiras

Me encontro bem e resolvi o problema familiar que me atrapalhava. Analisei o grupo do Palmeiras e vi que dá para conquistar títulos, por isso eu vim. Temos contrato até dezembro e até lá, vamos entrar em todas as competições para ganhar.

Importância da torcida

É uma responsabilidade grande, porque meu trabalho é fazer o povo feliz. Se o torcedor está feliz, nós também estamos e a gente consegue dormir bem sabendo disso. Vamos trabalhar para sempre dar alegria aos torcedores, pois isso é sinal de que o trabalho está sendo bem feito.

Superstição

Eu me divirto com isso. Falam que eu não deixo dar marcha à ré no ônibus, que eu levo coração de boi no vestiário, que uso a mesma camisa, mas é tranquilo. Tudo isso é brincadeira e não tem nada disso... Na verdade, alguma coisa tem, mas é pouco. É só ganhar o jogo para ver se vou trocar a camisa.

Histórias na China

Teve um episódio. Eu usava a camisa de Nossa Senhora Aparecida, o goleiro veio me perguntar quem era aquela moça bonita. Falei que era Nossa Senhora, Mãe de todos nós. Fomos jogar uma final e aos 48, o goleiro foi para a área, desviou, veio outro jogador e fez o gol que fez nós sermos campeões. Ele me abraçou e falou “My Mother”. Isso é uma missão como católico. Levo minha fé e não é superstição.

Experiência na China

Foi muito positiva pessoalmente. Pude ajudar o futebol local na parte tática. Os meias tinham resistência em entender que poderiam ser segundo volante, mas aprenderam.  

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