Müller: "Tivemos problemas internos"

Müller despediu-se do Corinthians nesta sexta-feira sem revelar quais foram os problemas que o incomodaram antes da partida decisiva contra o Grêmio, domingo passado, pela Copa do Brasil. "Tivemos problemas internos que não poderiam acontecer em uma véspera de decisão", confirmou o atacante. "Mas prefiro não externar para não comprometer pessoas do grupo."Conforme revelou a Agência Estado, há a suspeita de que duas mulheres teriam dormido na concentração corintiana na noite anterior ao jogo com o Grêmio. Um hóspede do hotel em São Paulo em que o elenco estava concentrado confirmou a denúncia. Mas, a diretoria, os jogadores e o técnico Wanderley Luxemburgo negam toda a história.Apesar de confirmar a existência de problemas internos, Müller garantiu que isso não influenciou na derrota para o Grêmio e tampouco na sua decisão de deixar o Corinthians, tomada, segundo ele, antes da final da Copa do Brasil. "O que aconteceu em campo foi que não jogamos nada e o Grêmio, tudo", resumiu o jogador, que justificou a rescisão do seu contrato com o argumento de que pretendia dar espaço para jovens atacantes do time, como Éwerthon, Gil e Neto.Müller afirmou que sai do Corinthians - um clube onde, segundo ele, "acontece de tudo" - sem mágoas dos colegas. Ele negou que atletas tenham conversado com o técnico Wanderley Luxemburgo antes do jogo contra o Grêmio na tentativa de interferir na escalação. "Os jogadores jamais fariam algo parecido e mesmo que isso acontecesse, o Wanderley não deixaria", disse o atacante, sem esconder sua admiração por Luxemburgo, seu "treinador preferido".O atacante assegurou que sua saída do Corinthians ainda não é uma despedida do futebol. "Vou tirar férias com minha família, duas semanas, coisa que não faço há três anos. Depois vou resolver se continuo ou paro." Müller também desmentiu os boatos de que iria para o São Caetano: "Ninguém me procurou."Na saída do Parque São Jorge, o jogador, que divide a carreira de jogador de futebol com a de pastor evangélico, não demonstrou amargura, apesar de ter confirmado que o meio do futebol "é sujo". Disse ter tido decepções ao longo da carreira, mas menores que suas alegrias. "Já tive meu momento de surgir como ídolo e acho que agora é a vez deles", disse Müller sobre seus substitutos no Corinthians.

Agencia Estado,

22 de junho de 2001 | 18h17

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